Acusada de matar filho de 2 anos segue em liberdade, decide Justiça
A Justiça de Alagoas negou o pedido de prisão preventiva de Nicole Maria de Lima Braga, acusada de envolvimento na morte do filho, Rhavy Abraão Alves de Lima, de apenas 2 anos. O menino foi encontrado morto em uma residência no bairro de Riacho Doce, em Maceió, em maio de 2025.
A prisão havia sido solicitada pela Polícia Civil e recebeu parecer favorável do Ministério Público. No entanto, o juiz José Eduardo Nobre Carlos, da 9ª Vara Criminal da Capital, entendeu que não havia elementos que demonstrassem risco concreto e atual caso Nicole permanecesse solta.
A mulher responde ao processo em liberdade desde julho de 2025, sob medidas cautelares.
Nicole e o companheiro, Manoel Pedro Tavares de Souza, são réus por homicídio qualificado e serão julgados pelo Tribunal do Júri, com sessão prevista para 19 de outubro.
Segundo a denúncia, os dois teriam participado da morte da criança. Entre as qualificadoras estão motivo fútil, recurso que teria dificultado a defesa da vítima e o fato de Rhavy ter menos de 14 anos.
A investigação apontou ainda que o menino sofreu uma grave lesão no fígado provocada por trauma. O exame cadavérico também identificou uma lesão nas costas, que apontava uma laceração de 12 centímetros, além de uma ruptura no fígado.
Apesar dos indícios de autoria e materialidade reconhecidos no processo, o magistrado destacou que esses elementos, sozinhos, não são suficientes para justificar a prisão preventiva.
Com a decisão, Nicole continuará em liberdade até o julgamento.
Relembre o caso:
Rhavy foi encontrado sem vida no dia 13 de maio de 2025, dentro de sua residência no bairro de Riacho Doce, parte litorânea de Maceió. O caso, que chocou a população local, está sendo tratado com prioridade pelas autoridades, que ainda não divulgaram detalhes sobre as circunstâncias da morte da criança.
De acordo com a investigação, o padrasto da criança é o responsável pelas seções de violência. Ele, que já responde na justiça por uma tentativa de homicídio, foi preso em flagrante ontem quando a mãe da vítima procurou a polícia.
Os primeiros levantamentos do caso apontaram que não era a primeira vez que Rhavy sofria espancamentos, inclusive, já teria dado diversas entradas em unidades hospitalares de Maceió por conta disso. A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) ouviu os depoimentos da mãe e do acusado no mesmo dia do crime e não descarta a possibilidade dela ser conivente com os abusos físicos.
*Com informações de agências