Notícias

Professor é condenado a 7 anos por cometer injúria racial ao chamar aluno de "chimpanzé"

Por Redação* 02/09/2026
Professor é condenado a 7 anos por cometer injúria racial ao chamar aluno de 'chimpanzé'
O caso aconteceu em 12 de fevereiro deste ano (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Um professor foi condenado a sete anos e três meses de prisão por injúria racial e corrupção de menores após um episódio envolvendo um aluno negro de 13 anos em uma escola particular de Maceió. A sentença foi proferida nesta quarta-feira, 2, em ação penal ajuizada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) em março deste ano.

Além da pena de prisão, o réu deverá pagar R$ 15 mil de indenização mínima pelos danos causados ao adolescente. A atuação do MPAL no processo foi conduzida pelas 59ª e 60ª Promotorias de Justiça da Capital, representadas pelos promotores Ricardo Libório e Dalva Tenório.

LEIA TAMBÉM: Professor acusado de comparar aluno negro a chimpanzé vai a julgamento em Maceió

O caso ocorreu em 12 de fevereiro de 2026, no bairro Benedito Bentes, na parte alta de Maceió. Segundo a denúncia do Ministério Público, o professor dava aula para uma turma do 8º ano quando um estudante apresentou um caderno com a imagem de um chimpanzé na capa.

De acordo com os elementos reunidos durante a investigação, após perguntar com quem a imagem se parecia, o professor apontou para um aluno negro de 13 anos. A atitude provocou risos entre os estudantes que estavam na sala.

O adolescente relatou que ficou abalado com o episódio e continuou sendo alvo de chacotas nos dias seguintes. Em depoimento, afirmou que passou a ter resistência em retornar à escola e voltou à unidade de ensino após saber que o professor havia sido afastado.

Outros alunos que presenciaram o episódio também foram ouvidos durante a investigação. Eles confirmaram que o professor apontou para o adolescente após a pergunta sobre a imagem e relataram a reação do estudante. Em procedimento disciplinar aberto pela escola, o professor reconheceu ter apontado para o aluno, mas negou intenção racista.

Durante o processo, o MPAL solicitou uma medida cautelar para impedir que o professor exercesse atividades de docência ou funções que envolvessem contato direto com crianças e adolescentes. O conteúdo fornecido não informa o resultado desse pedido.

*Com informações assessoria