57 entidades do setor produtivo de Alagoas aderem a manifesto nacional pela Justiça Brasileira
Cinquenta e sete entidades representativas do setor produtivo de Alagoas aderiram ao manifesto nacional divulgado nesta quarta-feira (9), que reúne cerca de 3 mil organizações de todas as regiões do Brasil. Capitaneado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o movimento cobra transparência, imparcialidade e celeridade do Supremo Tribunal Federal (STF) na análise de episódios recentes envolvendo a Corte.
Em Alagoas, a mobilização reúne as principais federações empresariais do estado – Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), Federação da Agricultura do Estado de Alagoas (FAEAL), Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio), Federação das Associações Comerciais do Estado de Alagoas (Federalagoas) e Federação dos Clubes de Diretores Lojistas em Alagoas (FCDL) -, além de associações comerciais e empresariais e sindicatos representativos da indústria, do comércio, do turismo e do setor rural.
Entre as entidades de representação nacional que subscrevem o documento estão a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). No conjunto, as cerca de 3 mil organizações signatárias representam aproximadamente 90% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram mais de 40 milhões de empregos.
O documento destaca que o país atravessa uma grave crise institucional cujo epicentro é o próprio tribunal encarregado de guardar a Constituição Federal. A mobilização defende que o Plenário da Corte analise os fatos com urgência e em sessão pública.
Além de reforçar a mensagem de que ninguém está acima da lei, a iniciativa lembra que o Brasil já superou momentos críticos em sua história graças a cidadãos e instituições que não se calaram. LEIA A ÍNTEGRA DO MANIFESTO
Além da FIEA, FAEAL, Fecomércio, Federalagoas e FCDL, subscrevem o manifesto em Alagoas:Associação Brasileira da Indústria Hoteleira em Alagoas (ABIH/AL); Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Alagoas (Abrasel/AL); Associação Comercial de Arapiraca; Associação Comercial de Delmiro Gouveia; Associação Comercial de Maceió (ACM); Associação Comercial de Marechal Deodoro; Associação Comercial de Porto Calvo; Associação Comercial de Rio Largo; Associação Comercial de Santana do Ipanema; Associação Comercial de São Miguel dos Campos; Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi/AL); Associação do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Alagoas (Acadeal); Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA); Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Alagoas (Creci/AL); Maceió Convention & Visitors Bureau; Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon/AL); Sindicato da Indústria de Engarrafamento de Água Mineral do Estado de Alagoas (Sindágua); Sindicato da Indústria de Panificação, Confeitaria, Bolos, Bolachas, Biscoitos e Massas Alimentícias do Estado de Alagoas (Sindpan); Sindicato da Indústria de Produtos Cerâmicos do Estado de Alagoas (Sindicer); Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar); Sindicato das Indústrias Alimentares de Congelados, Supercongelados, Sorvetes, Sucos e Concentrados, Doces e Conservas do Estado de Alagoas (Sincongel); Sindicato das Indústrias de Beneficiamento de Mármore e Granito do Estado de Alagoas (Simagral); Sindicato das Indústrias de Cachaça, Cerveja, Bebidas Destiladas e Bebidas Fermentadas do Estado de Alagoas (Sindbebidas); Sindicato das Indústrias de Calçados e Bolsas do Estado de Alagoas (Sinduscal); Sindicato das Indústrias de Energia do Estado de Alagoas (Sindenergia); Sindicato das Indústrias de Extração Mineral do Estado de Alagoas (Sindmineral); Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Alagoas (Sileal); Sindicato das Indústrias de Marcenaria, Móveis e Esquadrias do Estado de Alagoas (Sindimóveis); Sindicato das Indústrias de Plásticos e Tintas do Estado de Alagoas (Sinplast); Sindicato das Indústrias de Produtos de Cimento do Estado de Alagoas (Sinprocim/AL); Sindicato das Indústrias do Vestuário, da Confecção de Roupas Íntimas e da Fabricação de Bijuterias e de Joalheria do Estado de Alagoas (Sindvest); Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado de Alagoas (Singal); Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico no Estado de Alagoas (Sindmec); Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Alagoas (Sincadeal); Sindicato do Comércio Varejista de Arapiraca (Sindilojas Arapiraca); Sindicato do Comércio Varejista de Palmeira dos Índios (Sindilojas Palmeira dos Índios); Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Alagoas (Sincofarma/AL); Sindicato do Comércio Varejista de União dos Palmares (Sindilojas União dos Palmares); Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes de Alagoas (Sindhal); Sindicato dos Produtores Rurais de Coruripe; Sindicato dos Representantes Comerciais e das Empresas de Representação Comercial no Estado de Alagoas (Sirecom/AL); Sindicato Rural de Arapiraca; Sindicato Rural de Atalaia; Sindicato Rural de Junqueiro; Sindicato Rural de Mar Vermelho; Sindicato Rural de Palmeira dos Índios; Sindicato Rural de Penedo; Sindicato Rural de Santana do Ipanema; Sindicato Rural de São Luiz do Quitunde; Sindicato Rural de São Miguel dos Campos; Sindicato Rural de Viçosa; e Sociedade Aliança Comercial de Maceió.
CNI também se manifesta
Também nesta quarta-feira, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou o posicionamento “Não vamos desistir do Brasil”, assinado pelo presidente da entidade, Ricardo Alban.
No documento, a CNI manifesta preocupação com os recentes acontecimentos institucionais e defende “bom senso e responsabilidade na condução do Brasil”. A entidade ressalta que a confiança da população nos poderes públicos é um dos alicerces da democracia e sustenta que as discussões sobre os fatos recentes devem ser livres, públicas e transparentes, com ampla oportunidade para os esclarecimentos necessários.O posicionamento também chama atenção para os impactos que crises políticas, eleitorais e institucionais podem provocar sobre o desenvolvimento econômico. Para a CNI, o país precisa preservar as condições para ampliar a competitividade e a produtividade, atrair investimentos e criar mais e melhores empregos.
Ao final, a Confederação convoca os poderes constituídos, empresários e trabalhadores à construção de consensos em torno de temas estratégicos para o país, como metas fiscais e políticas econômicas estruturantes capazes de garantir investimentos e crescimento econômico, com amplo direito à defesa e sem influência político-partidária.