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MP questiona condução da investigação da morte de Amanda Ruanne, baleada por policial no Jacintinho

Por Assessoria 08/09/2026
MP questiona condução da investigação da morte de Amanda Ruanne, baleada por policial no Jacintinho
Vítima sofreu um único disparo e morreu a caminho do socorro (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio da Promotoria de Justiça do Controle Externo da Atividade Policial, acompanha a investigação sobre a morte de Amanda Rhuanny Lopes da Silva, de 32 anos, a mulher atingida por um disparo de arma de fogo efetuado por um policial militar durante abordagem na Aldeia do Índio, no bairro do Jacintinho, em Maceió, no fim de semana passado.

A promotora de Justiça Karla Padilha determinou a adoção de providências para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e verificar a regularidade dos procedimentos adotados pelos profissionais da Segurança Pública. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.

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Uma das questões levantadas, nesta terça-feira (8), pelo MPAL, diz respeito ao encaminhamento feito pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) para que o caso fosse apurado pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Dracco), em vez da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), unidade que possui atribuição para investigar crimes dolosos contra a vida na capital.

“Eu imediatamente acionei a DHPP e, para minha surpresa, disseram que veio uma determinação da SSP para que a investigação fique sob responsabilidade da Dracco. Ocorre que a Dracco, a rigor, não tem atribuição para investigar crime doloso contra a vida. Então, será necessário esclarecer o porquê de tal ocorrência não haver sido regularmente encaminhada à DHPP, como ocorre em todos os casos que envolvem morte violenta, que é uma delegacia que dispõe de plantão 24 horas e estrutura para apurar crimes de homicídio, inclusive, aqueles decorrentes de intervenção policial”, explicou Karla Padilha.

Atuação do policial também será analisada

Outro ponto que começou a ser apurado pelo MPAL diz respeito à situação funcional e judicial do policial militar que efetuou o disparo. Conforme informação recebida pela promotoria, o agente teria sido denunciado pelo Ministério Público, em 2024, por tentativa de homicídio, e estaria submetido a medidas restritivas determinadas pelo Poder Judiciário para participar de escala ou exercer trabalho ostensivo naquela região do Jacintinho.

“Diante disso, provocamos a Corregedoria da Polícia Militar com o objetivo de averiguar se tais medidas ainda estão em vigor e se o PM foi notificado sobre elas. Na sequência, encaminharemos todas as informações para a promotoria de Justiça que atua perante essa ação penal ajuizada há dois anos”, esclareceu Karla Padilha.

A promotora informou ainda que após a análise de todas as informações recebidas adotará as providências cabíveis à Promotoria de Justiça do Controle Externo da Atividade Policial no tocante a conduta praticada tanto no âmbito da Polícia Civil quanto no âmbito da Polícia Militar. "Já à promotoria com atuação perante os crimes dolosos contra a vida caberá apurar se houve materialidade e autoria aptas a justificar eventual denúncia pelo crime de homicídio”, acrescentou.