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Lenilda Luna defende resgate da memória e reparação histórica em Alagoas

Candidata do UP ao Governo de Alagoas reuniu apoiadores no Centro de Maceió para falar de Memória, Verdade e Justiça

Por Assessoria 04/09/2026
Lenilda Luna defende resgate da memória e reparação histórica em Alagoas
Lenilda Luna e apoiadores de campanha ao governo de Alagoas (Foto: Divulgação/Assessoria)

A candidata ao Governo de Alagoas pela Unidade Popular (UP), Lenilda Luna, dedicou a agenda de campanha desta sexta-feira, 4 de setembro, à memória do revolucionário alagoano Manoel Lisboa de Moura, fundador do Partido Comunista Revolucionário (PCR). 

Assassinado pelo Estado brasileiro em 4 de setembro de 1973, durante a Ditadura Militar, Manoel Lisboa tornou-se um dos principais símbolos da resistência política no Nordeste.

Para marcar os 53 anos do assassinato do militante, Lenilda participou de uma plenária popular no Centro de Maceió.

Durante a atividade, a candidata dialogou com trabalhadores e apoiadores sobre as diretrizes do seu programa de governo voltadas para a garantia de Memória, Verdade, Justiça e Reparação no estado. A principal proposta apresentada foi a criação do Memorial Público aos Alagoanos Mortos e Desaparecidos Políticos.

A iniciativa busca prestar homenagem institucional e preservar a história dos nove alagoanos oficialmente reconhecidos como vítimas da repressão e das violações do regime militar: Jayme Amorim de Miranda, Manoel Lisboa de Moura, Odijas Carvalho de Souza, José Dalmo Guimarães Lins (Dalmo Lins), Gastone Beltrão, Manoel Fiel Filho, Túlio Roberto Cardoso Ayres, José Gomes Teixeira e Luiz Almeida Araújo.

Além da criação do memorial, Lenilda Luna reforçou a necessidade de reparações simbólicas na infraestrutura urbana da capital. Entre as medidas defendidas pela candidatura está a alteração do nome da Avenida Fernandes Lima para Avenida Tia Marcelina, homenageando a líder religiosa e referência da resistência negra violentada durante o episódio conhecido como o "Quebra de Xangô", em 1912.

O programa da Unidade Popular defende que a preservação da memória democrática e a educação histórica são pilares fundamentais para a construção de uma sociedade plenamente justa. "Temos que reescrever os registros da história oficial fazendo justiça aos verdadeiros heróis do povo e retirando homenagens a quem promoveu violência e exploração", afirmou a candidata durante a plenária no Centro da capital.