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FIEA, SESI e SENAI levam campanha contra riscos das Bets às indústrias de Alagoas

Com teatro, orientação psicológica e informação por meio da cartilha Os Perigos das Bets, iniciativa teve lançamento na Origem Energia, em Pilar

Por Assessoria 03/09/2026
FIEA, SESI e SENAI levam campanha contra riscos das Bets às indústrias de Alagoas
Peça teatral para falar sobre o perigo dos jogos de azar (Foto: Divulgação/Assessoria)

A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), por meio do SESI e do SENAI, lançou nesta quinta-feira (3), em parceria com a Origem Energia, uma campanha educativa de prevenção aos riscos das apostas on-line, as chamadas Bets. Pioneira no estado em levar o tema diretamente ao ambiente de trabalho, a iniciativa teve sua largada na unidade da empresa em Pilar, a cerca de 35 quilômetros de Maceió, e deve alcançar outras indústrias e públicos no estado.

A campanha utiliza a cartilha Os Perigos das Bets – Edição Indústria, desenvolvida pelo SESI e pelo SENAI em âmbito nacional, com linguagem simples e acessível. O material, que também ganhou versão para estudantes e que será distribuída nas escolas, aborda os impactos das apostas sobre saúde mental, finanças, relações familiares e desempenho profissional.

O lançamento reuniu cerca de 100 trabalhadores e integra a programação do Setembro Amarelo da Origem, que, em 2026, tem como tema “Escutar é estar presente” e dedica especial atenção ao vício em jogos, incluindo as apostas on-line. A ação foi transmitida simultaneamente para as unidades Matriz, no Rio de Janeiro, e Tucano Sul, na Bahia. Ainda em setembro, ocorrerá presencialmente também na unidade da Origem Energia do Terminal Aquaviário (TAMAC), e em Furado, em São Miguel dos Campos.

A iniciativa é lançada em um cenário em que o problema das Bets já ultrapassa a esfera financeira. Estimativas apontam que os danos associados às apostas e aos jogos de azar geram um custo social anual de R$ 38,8 bilhões no Brasil, dos quais R$ 30,6 bilhões estão relacionados à saúde. Em 2024, as famílias brasileiras movimentaram cerca de R$ 240 bilhões em apostas, segundo o Banco Central, enquanto o varejo deixou de faturar aproximadamente R$ 103 bilhões.

Entre os jovens, os efeitos também atingem projetos de vida: levantamento da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) indica que 34% dos brasileiros de 18 a 35 anos que pretendiam iniciar uma graduação em 2025 adiaram os planos em razão de gastos com apostas esportivas e jogos virtuais. Dados do INSS apontam ainda crescimento superior a 2.300% na concessão mensal de benefícios por incapacidade temporária relacionados à ludopatia entre junho de 2023 e abril de 2025.

Para o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, não é mais possível tratar esse problema como algo distante da indústria ou da vida do trabalhador. “Quando uma pessoa perde o controle sobre as apostas, não perde apenas dinheiro: pode perder a tranquilidade, a convivência familiar, a capacidade de trabalhar e, em situações extremas, a própria perspectiva de futuro. Precisamos falar sobre isso com urgência, mas também com acolhimento, informação e responsabilidade”, afirmou.


Teatro e orientação

A programação na Origem Energia teve como destaque a apresentação da peça Um Caminho sem Volta, do Teatro Corporativo do SESI. A montagem retrata a trajetória de dois trabalhadores envolvidos com apostas esportivas e cassinos virtuais e mostra as consequências financeiras, emocionais, familiares e profissionais do comportamento abusivo.

Antes da apresentação, a psicóloga Daniele Peixoto, da gerência de Saúde e Segurança para a Indústria do SESI, apresentou a palestra “Você está jogando ou sendo jogado?”, com orientações sobre os riscos das Bets, sinais de comportamento problemático e formas de prevenção e busca por apoio.

Para a diretora de Saúde e Segurança para a Indústria, Cláudia Piatti, a abordagem preventiva é fundamental. “A indústria tem um papel importante na construção de ambientes de trabalho mais saudáveis. Falar sobre Bets é também falar sobre saúde mental, segurança, relações familiares e qualidade de vida. Nossa proposta é levar informação de maneira responsável, sem julgamentos, para que o trabalhador possa reconhecer os sinais e procurar ajuda antes que o problema se agrave”, destacou.

Na avaliação do diretor de Qualidade, Segurança, Meio Ambiente, Saúde (QSMS) e Integridade da Origem Energia, Humberto Romanus, a campanha amplia o alcance de uma agenda que precisa ser tratada de maneira integrada. “A prevenção começa pela capacidade de escutar e de reconhecer que determinados comportamentos podem comprometer a saúde, as relações e a própria segurança das pessoas. Trazer esse debate para dentro da empresa é uma forma concreta de cuidar dos trabalhadores”, observou.

Combinando teatro, orientação profissional e material educativo, o SESI está preparado para levar a campanha a outras empresas de Alagoas. O lançamento em Pilar representou, portanto, o primeiro passo de uma mobilização mais ampla no estado.

O lançamento da campanha reuniu representantes das duas instituições e trabalhadores da Origem Energia. Pela FIEA, marcaram presença na ação, além do presidente José Carlos Lyra e do vice-presidente, José Nogueira Filho, o superintendente do SESI e diretor regional do SENAI, Carlos Alberto Paes; a diretora de Saúde e Segurança para a Indústria, Cláudia Piatti; a diretora Comercial e de Marketing, Irene Simões; a assessora de Relações Institucionais, Luiza Barreiros; a gerente Comercial, Mônica Vieira, e a gerente da unidade SESI Tabuleiro, Ianara Aguiar.

Pela Origem Energia, participaram, além do diretor de QSMS e Integridade, Humberto Romanus, a gerente de Ativos, Selma Fontes, e o gerente executivo de Relações Institucionais, Ruan Santos.