Ex-cabo da PM vai a júri acusado de homicídio ocorrido em 2007
O Poder Judiciário de Alagoas inicia, na próxima terça-feira (3), os julgamentos do Mês Nacional do Júri, com 27 sessões previstas em 18 cidades na primeira semana. Entre os casos pautados está o de Gilmar Galvão da Silva, ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas, acusado de participação no homicídio de Carlos Eduardo Santos de Freitas, ocorrido em 2007.
A sessão está marcada para quarta-feira (4), às 8h, no Fórum do Barro Duro, pela 7ª Vara Criminal de Maceió.
Segundo a denúncia, na noite de 8 de abril daquele ano, um grupo foi à residência da vítima, no Village Campestre II, em Maceió, e se apresentou falsamente como uma equipe de policiais da Delegacia de Repressão às Drogas.
Ao abrir a porta, Carlos Eduardo teria sido obrigado a entrar em um veículo e levado a um local desconhecido, onde foi morto com vários disparos de arma de fogo.
Ainda conforme a acusação, a companheira da vítima procurou por ele em delegacias e no Instituto Médico Legal (IML). Com a intervenção do Ministério Público Estadual, ela conseguiu localizar o corpo no IML em 20 de abril.
Gilmar havia sido condenado a 21 anos, dez meses e 15 dias de reclusão em julgamento realizado em 18 de novembro de 2022.
Em 23 de outubro de 2024, a Câmara Criminal do TJAL reconheceu uma nulidade parcial no processo. Após a retomada da tramitação, o réu foi novamente pronunciado e, por isso, será novamente julgado.
Atualmente, Gilmar está preso por determinação judicial em outro processo.
A Justiça de Alagoas condenou a 21 anos de prisão o ex-cabo da Polícia Militar Gilmar Galvão, réu por assassinar o sargento da corporação Osmário Dias Lima Júnior. O crime foi registrado em dezembro de 1999, e teve grande repercussão em Alagoas pois foi praticado mediante a sequestro na frente da família da vítima. O julgamento aconteceu em junho de 2026 e terminou com a prisão do réu condenado.