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Pariconha decreta emergência após perdas na agricultura e pecuária

Estiagem provoca escassez de água e perdas estimadas de até 99% nas lavouras de milho

Por Extra Alagoas 29/10/2026
Pariconha decreta emergência após perdas na agricultura e pecuária
Seca em 2024 é a pior do Brasil. (Foto: Reprodução/internet)

O município de Pariconha, no Sertão de Alagoas, decretou situação de emergência por 180 dias devido à estiagem que atinge a região. A medida foi estabelecida pelo Decreto nº 110, assinado pelo prefeito Antonio Telmo Noia, diante da escassez de água e dos prejuízos registrados na agricultura e na pecuária.

Segundo o documento, a situação foi constatada na última terça-feira, 27, às 12h, após um período prolongado de estiagem. O município identificou redução significativa da disponibilidade de água em barreiros, barragens de médio e grande porte e cisternas utilizadas pelas comunidades rurais.

Com a escassez, agricultores familiares passaram a comprar água potável transportada por caminhões-pipa para consumo humano e dos animais. O decreto informa que barreiros, fontes naturais e leitos de rios estão praticamente secos, dificultando o abastecimento das comunidades.

A prefeitura realiza a distribuição de água potável por meio de caminhões-pipa próprios. No entanto, segundo o documento, a estrutura disponível não consegue atender a todos os pedidos da população.

Na agricultura, as perdas estimadas chegam a 95% na produção de subsistência, incluindo culturas como feijão e mandioca. Na lavoura de milho, o prejuízo estimado é de 99%. Já na pecuária, as perdas chegam a 80%, afetando a criação de caprinos, ovinos, aves, bovinos e equinos.

A falta de água e de alimentação para os animais também tem obrigado produtores rurais a comprar ração para preservar os rebanhos. Entre os efeitos relatados estão a redução das vendas, a falta de matéria-prima e a diminuição do número de clientes.

A declaração de emergência considera ainda a manifestação da Coordenação Municipal de Defesa Civil (COMDEC), que relatou a ocorrência do desastre. O decreto prevê a mobilização da Defesa Civil e medidas emergenciais para enfrentar os efeitos da estiagem, incluindo a dispensa de licitação para aquisições e serviços necessários, dentro dos limites estabelecidos no próprio documento.