Sem derrotas ao governo e pautas travadas: Senado encerra semestre em meio a impasse entre Alcolumbre e Lula
O primeiro semestre legislativo terminou marcado pelo acirramento da relação entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao longo dos últimos meses, o Senado impôs derrotas ao Palácio do Planalto, travou propostas prioritárias do governo e avançou com projetos de forte impacto fiscal.
A principal derrota do Executivo foi a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores, Alcolumbre articulou votos contrários à indicação, que acabou sendo rejeitada pelo plenário.
Além disso, propostas consideradas estratégicas pelo governo, como a PEC que reduz a jornada de trabalho da escala 6x1 para 5x2 e a PEC da Segurança Pública, permaneceram sem avanço no Senado durante todo o semestre.
Na área econômica, a Casa também aprovou e deu andamento a projetos classificados pelo governo como "pautas-bomba", entre eles propostas sobre renegociação de dívidas rurais, reajuste dos pisos salariais de médicos e dentistas e aposentadoria especial para agentes de saúde, com impacto estimado em R$ 250 bilhões ao longo de dez anos.
Apesar do clima de tensão, integrantes do governo avaliam que o diálogo entre Alcolumbre e o Planalto pode ser retomado no segundo semestre. Nos bastidores, há expectativa de que pautas prioritárias para o Executivo voltem a avançar após o recesso parlamentar.