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Caso Vitinho: Polícia Civil avalia novas prisões após esquema milionário

Por Redação* 13/07/2026
Caso Vitinho: Polícia Civil avalia novas prisões após esquema milionário
Vitinho é preso após 2 anos e meio foragido por violência sexual contra jovem em Coité do Nóia (Foto: Reprodução/Alan Garcia/TV Pajuçara)

A Polícia Civil de Alagoas não descarta solicitar novas prisões no caso que investiga Victor Bruno da Silva, conhecido como "Vitinho", suspeito de estuprar Maria Daniella Ferreira, de 19 anos, em Coité do Noia. A possibilidade foi confirmada nesta sexta-feira, 10, pelo delegado José Carlos, da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), após a operação que revelou um suposto esquema de fraude fiscal, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Segundo o delegado, documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais apreendidos durante a ação ainda passarão por análise. Caso surjam novos elementos que indiquem a participação de outros investigados, a Polícia Civil poderá solicitar novas medidas cautelares à Justiça.

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Até o momento, o único pedido de prisão relacionado à investigação financeira foi direcionado a Victor Bruno, que permaneceu foragido durante parte das apurações. Conforme a polícia, ele ainda não prestou depoimento no inquérito e deverá ser interrogado após a conclusão das oitivas de outros investigados.

As investigações apontam que o pai de Vitinho seria o responsável por liderar um grupo suspeito de movimentar recursos de forma irregular. De acordo com a Polícia Civil, aproximadamente R$ 150 milhões teriam passado pelas contas do investigado, enquanto o esquema completo movimentou cerca de R$ 305 milhões em quatro anos.

Segundo José Carlos, embora parte das operações esteja ligada ao comércio de veículos, a suspeita é de que recursos que deveriam transitar por empresas tenham sido movimentados por contas de pessoas físicas, terceiros e empresas utilizadas para ocultar patrimônio e reduzir o pagamento de tributos.

Durante a operação, os policiais também recolheram documentos e equipamentos de um escritório de contabilidade que passou a integrar as investigações. O objetivo é identificar como funcionava a estrutura financeira do grupo e a possível participação de familiares, funcionários e pessoas apontadas como laranjas.

A expectativa da Polícia Civil é concluir o inquérito após a análise do material apreendido e dos novos depoimentos. Com base nas provas reunidas, outras medidas judiciais poderão ser adotadas.


*Com informações do Extra Alagoas