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Neurocirurgião alerta para sinais de hemorragia cerebral e reforça importância do atendimento rápido

Dor de cabeça súbita, vômitos, desequilíbrio e alterações neurológicas estão entre os sintomas que exigem avaliação médica

Por Assessoria 19/06/2026
Neurocirurgião alerta para sinais de hemorragia cerebral e reforça importância do atendimento rápido
A tomografia computadorizada é o principal exame para diagnosticar uma hemorragia cerebral (Foto: Divulgação/Assessoria)

Dor de cabeça intensa e repentina, acompanhada de vômitos, desequilíbrio ou alterações neurológicas, pode ser um sinal de alerta para hemorragia cerebral, condição grave que exige diagnóstico rápido e assistência especializada para reduzir riscos e ampliar as possibilidades de tratamento.

Segundo João Paulo da Matta Silvestre, neurocirurgião da Santa Casa de Maceió, embora nem toda dor de cabeça represente uma emergência, alguns quadros exigem atenção imediata. As causas mais comuns das hemorragias cerebrais estão relacionadas aos traumatismos cranianos, ao AVC hemorrágico e ao rompimento de aneurismas.

“A principal causa de dor de cabeça continua sendo a enxaqueca e as cefaleias tensionais, que são situações comuns. Mas aquele paciente que não tem histórico de dor de cabeça e apresenta uma dor súbita e persistente precisa procurar avaliação médica”, explicou.

A hipertensão arterial aparece entre os principais fatores de risco, especialmente em adultos e idosos. Isso acontece porque aumentos bruscos da pressão podem provocar o rompimento de pequenos vasos cerebrais e desencadear um AVC hemorrágico.

Além disso, fatores genéticos também podem estar associados ao desenvolvimento de aneurismas cerebrais. Em determinadas situações, principalmente em pacientes jovens sem fatores de risco conhecidos, familiares de primeiro grau podem ser orientados a realizar exames de investigação, como a angiorressonância cerebral.

Outro ponto que exige atenção é o uso de medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, que podem favorecer episódios hemorrágicos, sobretudo após quedas ou traumatismos aparentemente leves. O risco tende a ser ainda maior em idosos.

“Pacientes que utilizam essas medicações podem desenvolver sangramentos mesmo após traumas leves. Em alguns casos, uma queda simples pode evoluir para uma hemorragia dias ou semanas depois”, alertou o especialista.

Hábitos de vida também têm impacto direto no risco de sangramento cerebral. Tabagismo, obesidade e consumo frequente de álcool contribuem para o descontrole da pressão arterial e aumentam as chances de comprometimento dos vasos sanguíneos.

Entre os principais sinais de alerta estão dor de cabeça, vômitos e perda de equilíbrio. Dependendo da área do cérebro afetada, o paciente também pode apresentar tontura, formigamentos, alterações na fala, dormências e outros déficits neurológicos.

Quando esses sintomas aparecem de forma súbita, principalmente associados, devemos considerar a possibilidade de um evento hemorrágico”, destacou João Paulo.

Em situações mais graves, como convulsões, desmaios ou alterações do nível de consciência, a recomendação é buscar ajuda imediatamente. Se houver convulsão, a orientação é posicionar o paciente de lado e acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

O especialista também destaca que, na neurologia, o tempo pode fazer diferença principalmente nos casos de AVC isquêmico, quando há interrupção do fluxo sanguíneo cerebral. Nesses casos, existem protocolos e janelas terapêuticas que podem permitir o uso de medicações ou procedimentos para restaurar a circulação e reduzir sequelas.

Para confirmar o diagnóstico de hemorragia cerebral, o principal exame utilizado é a tomografia computadorizada. “A tomografia é o exame que identifica praticamente todos os casos de hemorragia cerebral e direciona rapidamente a conduta médica”, concluiu.