Ex-cabo da PM é condenado por matar sargento após 26 anos em Alagoas
Após mais de duas décadas de tramitação na Justiça, o ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas Gilmar Galvão da Silva foi condenado a 21 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do sargento Osmário Dias Lima Júnior. A sentença foi definida nesta sexta-feira (12), durante julgamento realizado no Fórum do Barro Duro, em Maceió.
O crime ocorreu em dezembro de 1999 e ganhou grande repercussão em Alagoas. De acordo com o Ministério Público, o sargento Osmário Dias foi sequestrado por homens armados no Conjunto José Tenório, localizado no bairro da Serraria, na capital alagoana. Dias depois, seu corpo foi encontrado em uma área rural do município do Pilar, na Região Metropolitana de Maceió.
O desaparecimento mobilizou forças de segurança e gerou forte comoção na época. O caso passou a ser considerado um dos episódios mais marcantes da violência ligada à atuação de grupos criminosos no estado no fim da década de 1990.
A sessão do Tribunal do Júri foi presidida pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim, da 9ª Vara Criminal da Capital. Durante o julgamento, o Ministério Público de Alagoas sustentou a participação de Gilmar Galvão no homicídio, tese que foi acolhida pelos jurados.
Um dos momentos mais emocionantes da sessão foi a atuação da advogada Cinara Dias, filha da vítima, que integrou a equipe de acusação. Antes do julgamento, a promotora de Justiça Adilza de Freitas destacou a importância da participação da familiar na busca por justiça.
Com a condenação, Gilmar Galvão da Silva deverá cumprir pena de 21 anos de prisão em unidade do sistema prisional comum. Por ser ex-integrante da Polícia Militar, ele permanecerá custodiado em ala separada dos demais detentos, em estabelecimento de segurança máxima, conforme prevê a legislação.
A decisão coloca fim a um dos processos criminais mais antigos e emblemáticos da história recente de Alagoas, encerrando uma espera de mais de 26 anos por uma definição judicial.