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Comissão investigativa afirma que policiais foram executados por colega de farda

Gildate Góes Moraes Sobrinho foi o autor dos homicídios em Delmiro Gouveia

Por Redação* 17/06/2026
Comissão investigativa afirma que policiais foram executados por colega de farda
O autor dos disparos, que trabalhava há cerca de duas décadas em Delmiro Gouveia e era considerado uma pessoa de confiança na delegacia, foi preso após o crime. (Foto: reprodução)


A Polícia Civil concluiu o procedimento investigativo instaurado para apurar as circunstâncias das mortes dos policiais civis Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, ocorridas na madrugada do dia 20 de maio de 2026, na cidade de Delmiro Gouveia, interior de Alagoas.

Segundo a comissão de delegados responsável pelo caso, a investigação concluiu que Gildate Góes Moraes Sobrinho foi o autor dos homicídios, tendo sido indiciado pela prática de homicídio qualificado pela impossibilidade de defesa das vítimas.

De acordo com as conclusões da investigação, fundamentadas em perícias balísticas e exames de local de crime, ao se aproximar do local dos fatos, o investigado teria efetuado um disparo contra a nuca de Denivaldo. Yago ainda teria tentado se defender utilizando as mãos, mas também foi atingido na região da têmpora. Ambos vieram a óbito em decorrência dos ferimentos.

As provas técnicas produzidas ao longo da investigação foram consideradas compatíveis com a dinâmica apurada pela comissão, corroborando a autoria atribuída ao indiciado.

As quebras de sigilos telefônicos e telemáticos realizadas durante a investigação não identificaram elementos indicativos de premeditação, levando a comissão a concluir que o fato decorreu de uma situação momentânea ocorrida no interior do veículo, sem evidências de motivação prévia para o crime.

A comissão de delegados também representou pela prorrogação da prisão preventiva do investigado durante a tramitação do processo criminal, visando garantir a aplicação da lei penal e a regular instrução processual.

Com a conclusão dos trabalhos, o procedimento foi remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.

*Com informações da assessoria