Alfredo Gaspar cobra explicações ao Ministério da Justiça sobre troca de delegado da PF em investigação do INSS
O deputado federal Alfredo Gaspar protocolou nesta sexta-feira (15) um requerimento de informações ao Ministério da Justiça e Segurança Pública cobrando esclarecimentos sobre a substituição do delegado da Polícia Federal Guilherme Figueiredo Silva, responsável pelas investigações dos desvios bilionários no INSS e pelas apurações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República.
O pedido foi encaminhado ao ministro Wellington César Lima e Silva. Relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar afirmou que a troca no comando da investigação gera “estranheza e preocupação”, especialmente diante do avanço das apurações sobre os vínculos entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e Fábio Luís Lula da Silva.
“Não podemos aceitar aparelhamento dentro de uma instituição tão importante. Não pode existir investigação sob suspeita de interferência política. A lei deve valer para todos. Na minha relatoria na CPMI do INSS, pedi o indiciamento de Lulinha por entender haver fortes indícios de vínculos dele com o maior ladrão de aposentados e pensionistas do Brasil: o Careca do INSS. E a Polícia Federal seguia o mesmo caminho. O Brasil não aceita blindagem”, destacou em postagem nas redes sociais.
No requerimento, o parlamentar alagoano solicita que o Ministério da Justiça esclareça quais foram os fundamentos técnicos e administrativos da substituição do delegado, se houve qualquer tipo de pressão política ou administrativa para o remanejamento e quais medidas estão sendo adotadas para garantir a continuidade, a imparcialidade e a integridade das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Alfredo Gaspar também defendeu transparência total sobre a mudança no comando do caso. “A transparência sobre os motivos reais dessa substituição é indispensável para assegurar que a Polícia Federal mantenha sua autonomia e que o compromisso com a Justiça prevaleça, independentemente do peso político dos investigados”, completou.