Sesau realiza Oficina para Atualização do Plano de Enfrentamento das Meningites
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) promoveu, nesta terça-feira (12), uma Oficina para a Atualização do Plano de Enfrentamento das Meningites em Alagoas. O evento aconteceu na Galeria das Artes do Centro Universitário Cesmac, em Maceió, e foi voltado para servidores da área de assistência e vigilância tanto do Estado, como dos municípios.
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem e protegem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas e, em alguns casos, evolui rapidamente, colocando a vida em risco. A doença também pode ocorrer por condições não infecciosas, como doenças inflamatórias, traumas ou reações a medicamentos.
A secretária executiva de Vigilância em Saúde da Sesau, Thalyne Araújo, esteve presente no evento e relatou que o objetivo foi assegurar que todos os profissionais se atualizem, estudem e estejam aptos a fazer um diagnóstico rápido, que a doença exige. “A oficina foi um momento para revisar nosso Plano Estadual de Enfrentamento à Doença Meningocócica”, ressaltou.
Thalyne salientou que participaram do evento a equipe técnica de vigilância e ações de saúde da Sesau, bem como, do Hospital Geral do Estado (HGE), Hospital da Criança de Alagoas (HCA), Hospital Escola Dr. Helvio Auto (HEHA) e também o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems/AL). “A participação de todos estes entes foi fundamental porque a construção e a revisão do Plano Estadual de Enfrentamento à Doença Meningocócica deve ser realizado em conjunto, de forma participativa e democrática, de todos que integram o fluxo no enfrentamento à doença meningocócica no nosso Estado”, afirmou.
A assessora da área técnica das Meningites de Alagoas, a enfermeira Cyndi Romão, também esteve presente no evento, participando dos estudos. Ela relatou que o foco da oficina foi reformular os fluxos, revisar os processos e observar quais melhorias na prevenção, diagnóstico e assistência possam ser estabelecidas, no intuito de que os pacientes tenham um diagnóstico mais rápido e preciso para que não haja a evolução para o óbito.
“Realizamos um evento extremamente importante para o nosso Estado, revisando o Plano de Enfrentamento da Doença Meningocócica. Esta é a terceira revisão e contamos com todos os atores envolvidos nesse processo, que estão na ponta, envolvendo vigilância e assistência, no intuito de contarmos com a melhor Rede de Vigilância e Assistência”, salientou Cyndi Romão.
Diagnóstico e tratamento
Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico da meningite é feito a partir da avaliação clínica e de exames laboratoriais. Os principais exames incluem a análise do líquor e sangue para pesquisa do agente etiológico e a indicação do tipo de meningite. Como a doença é uma emergência médica, todos os casos suspeitos devem ser internados para avaliação e tratamento. A vacinação ainda é a principal medida de proteção, especialmente contra as meningites bacterianas.