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Caso Quitéria: Acusada de mandar matar a própria irmã é absolvida em júri

Ministério Público afirma que recorrerá da decisão sobre o assassinato cometido em 2012

Por É Assim 12/04/2026
Caso Quitéria: Acusada de mandar matar a própria irmã é absolvida em júri
Decisão foi proferida essa semana (Foto: Divulgação)

A servidora pública Quitéria Maria Lins Pinheiro foi assassinada a tiros em agosto de 2012, dentro de casa no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió. Nesta quinta-feira (9), sua irmã, Luciana Pinheiro, acusada de ser a mandante do crime, foi absolvida pelo júri popular no Salão do Júri da 7ª Vara Criminal da Capital. O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) informou que vai recorrer da decisão.

O crime e as investigações

Quitéria foi morta por Mustafá Rodrigues Nascimento, contratado por Klinger Pinheiro, filho de Luciana e sobrinho da vítima, pelo valor de R$ 1.500. Klinger confessou à polícia que a motivação seria uma dívida de R$ 5 mil de sua mãe com Quitéria. Um terceiro soldado, que foi ao local mas disse não saber do plano, foi absolvido em 2016.

A versão de Klinger era de que foram pagar a dívida com cheques, mas a tia se recusou a receber, gerando uma discussão. A investigação, no entanto, apontou que o grupo chegou à casa em um veículo EcoSport preto, chamaram pela vítima e atiraram contra ela no jardim. A polícia concluiu que Luciana foi a autora intelectual, com o modus operandi montado pelo filho.

Depoimentos no julgamento

Uma irmã da vítima e da ré testemunhou que esteve na casa de Quitéria horas antes da morte e encontrou Klinger e Mustafá no local. “Eu também ia ser morta. Minha irmã era tudo de bom, criou os três filhos dela, pagava o plano de saúde de todos. Ela não era nem uma tia, era uma mãe”, disse.

Outra irmã afirmou que recebeu a notícia como um suposto assalto e que, no primeiro momento, não relacionou o crime ao que havia sido relatado sobre a presença dos sobrinhos na casa da vítima. O julgamento ocorreu após recurso de apelação do MPAL ser acolhido pelo Tribunal de Justiça (TJAL), que determinou novo júri. O MPAL recorrerá da absolvição.