Luto no jornalismo alagoano: morre Di Menezes, colunista social e artista plástico
O jornalismo alagoano perdeu nesta terça-feira, 17 de março de 2026, um de seus nomes mais conhecidos e elegantes da crônica social. Faleceu o jornalista Di Menezes, alagoano de Delmiro Gouveia, após complicações de saúde no Hospital da Unimed, em Maceió. A informação foi divulgada na tarde desta terça por veículo da imprensa local.
Segundo as informações conhecidas até o momento, Di Menezes havia sido submetido a uma intervenção cirúrgica, apresentava quadro de recuperação em um quarto hospitalar, mas voltou a passar mal, precisou retornar à Unidade de Terapia Intensiva e não resistiu. O velório e o sepultamento deverão ocorrer no Cemitério Parque das Flores, no Benedito Bentes, em Maceió, embora os horários e detalhes finais ainda dependam de confirmação da família.
Di Menezes construiu uma trajetória marcante na comunicação alagoana. Colunista social de estilo próprio, teve passagem pelos principais veículos de imprensa do estado, com atuação em redações e publicações de peso, como Diário de Alagoas, Gazeta, Jornal de Alagoas, O Diário, Tribuna de Alagoas, A Semana e nesta Tribuna do Sertão. Ao longo dessa caminhada, tornou-se referência no jornalismo social, na cobertura de eventos e na valorização da cena cultural alagoana.
Seu talento, porém, ia além da escrita. Di também teve experiência na Rede Globo, no Rio de Janeiro, onde atuou como cenógrafo e figurinista, ampliando sua presença no universo artístico e cultural. Artista plástico, observador sensível do comportamento social e também apaixonado pela gastronomia, ele ainda preparava dois livros sobre o tema, que permaneciam em fase de elaboração, segundo informações repassadas por pessoas próximas.
Na Tribuna do Sertão, Di Menezes manteve por anos sua coluna, deixando registrada uma marca de sofisticação, memória social e apreço pela boa narrativa. Seu texto ajudou acontar costumes, personagens e acontecimentos de uma Alagoas que ele conhecia como poucos. Era daqueles profissionais que não apenas informavam, mas compunham, com estilo e identidade, o retrato de uma época.
A morte de Di Menezes provoca comoção entre colegas de imprensa, leitores, amigos e admiradores. Sua partida ocorre em um momento simbólico para a comunicação alagoana, que reverencia a memória de nomes que ajudaram a construir a história da imprensa no estado. A própria tradição associativa da categoria, representada pela Associação Alagoana de Imprensa, remete à longa luta pela valorização do jornalismo e da intelectualidade em Alagoas.
Com sua elegância pessoal, sensibilidade artística e presença constante nos meios de comunicação, Di Menezes deixa um legado de contribuição à imprensa, à cultura e à vida social alagoana. Sua ausência será sentida nas redações, nos encontros, nas colunas e na memória afetiva de quem acompanhou sua trajetória.
Aos familiares, amigos e colegas, fica o registro de pesar e solidariedade neste momento de dor. Di Menezes se despede da vida, mas permanece na história do jornalismo de Alagoas como um nome de distinção, talento e permanente presença.