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Do resgate à liberdade: o balanço do trabalho do Cetas em 2025

Por Agência Alagoas 14/01/2026
Do resgate à liberdade: o balanço do trabalho do Cetas em 2025
Trabalho desenvolvido pelo Cetas é fundamental para a proteção da fauna silvestre (Foto: Ascom IMA/AL)
Raissa Matias / Ascom IMA/AL

O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) divulgou, nesta quarta-feira (14), um balanço geral das atividades exercidas pelo Centro de Triagens de Animais Silvestres (Cetas), gerido em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), durante todo o ano de 2025.

 

Durante os doze meses do ano passado, o Cetas recebeu 7.218 animais que foram recepcionados, avaliados clínica e fisicamente e, em sua maioria, reabilitados. Todos esses animais chegaram ao centro de triagens através de entregas voluntárias, resgates e apreensões do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do IMA e do Ibama.



 

Os animais recebidos em maior quantidade foram as aves, 4.528 no total, além de 1.570 mamíferos e 1.120 répteis, que foram identificados e, em sua maioria, marcados com microchips ou anilhas.

 

Entre as aves, as espécies mais recebidas foram o papa-capim-baiano (Sporophila nigricollis), que representou 19,1% do total, seguido pelo sibite (Coereba flaveola), com 11,3%. No grupo dos mamíferos, o cassaco (Didelphis albiventris) foi o mais registrado, correspondendo a 67,9% dos atendimentos, enquanto o bicho-preguiça (Bradypus variegatus) representou 9,9%. Já entre os répteis, os jabutis (Chelonoidis carbonaria) corresponderam a 50% dos animais recebidos, e a jiboia-da-mata-atlântica (Boa atlantica) a 15,2%.

 

De todos os animais silvestres recebidos, 4.730 retornaram ao seu habitat natural saudáveis e em segurança, enquanto 494 foram destinados para instituições autorizadas em diferentes estados do país por não terem mais condições de voltar a viver na natureza. Mas nem sempre isso é possível. Como muitos animais chegam ao Cetas em condições críticas, com ferimentos graves, debilidade extrema, estresse e doenças e até mesmo manejo inadequado, 1.210 não puderam ser reabilitados, vindo à óbito.



 

“O trabalho desenvolvido pelo Cetas é fundamental para a proteção da nossa fauna silvestre. É neste local que animais resgatados de situações de risco, como tráfico, maus-tratos, acidentes ou perda de habitat, recebem atendimento veterinário, alimentação adequada e todo o cuidado necessário para sua reabilitação. O objetivo principal é devolver esses animais à natureza sempre que possível, garantindo que eles possam voltar a cumprir seu papel no equilíbrio ambiental”, reforçou o gerente de Fauna e Flora do IMA, Henrique Lessa.

 

O IMA lembra que tão importante quanto o resgate é a conscientização. Retirar animais silvestres da natureza, mesmo que com a intenção de ajudar, pode causar sofrimento, comprometer sua sobrevivência e ainda pode configurar como crime ambiental. Ao encontrar um animal silvestre em ambiente urbano, acione o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) através dos números (82) 9 8833-5879 ou 190 para fazer o resgate.