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OAB entrega relatório de casos de golpes do falso advogado à Polícia Civil

Ordem ressalta importância da colaboração da advocacia para o registro dos casos

Por Assessoria 10/01/2026
OAB entrega relatório de casos de golpes do falso advogado à Polícia Civil
Sede da OAB de Alagoas (Foto: Cortesia/Assessoria)

A Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), por meio da Ouvidoria e da Comissão de Fiscalização e Combate a Práticas Irregulares na Advocacia, esteve, nesta sexta-feira (9), na Delegacia Geral da Polícia Civil, para entregar o relatório final dos casos de golpes de falsos advogados registrados pela Ordem em 2025. Os representantes da OAB/AL foram recebidos pelo delegado-geral adjunto da PC/AL, Eduardo Méro.

Dos mais de 900 registros feitos ao longo do ano, sessenta constam no documento, por terem sido formalmente denunciados e contarem com provas e informações que podem ajudar as autoridades policiais nas investigações. Diante disso, a OAB/AL reforça a importância de que todas as vítimas de golpes façam o Boletim de Ocorrência com a maior quantidade de informações e detalhes possível.

De acordo com a presidente da Comissão, Priscila Barros, também é fundamental que a advocacia envie toda a documentação referente ao caso garantindo assim o cadastro correto e o avanço dos trâmites junto à Polícia Civil. As opções são por meio do endereço [email protected] e também via Ouvidoria, no link disponibilizado no site da OAB (oab-al.org.br).

"Reforçamos a importância da colaboração de todos. A união da advocacia é essencial para combater esse tipo de crime e proteger a classe e a sociedade. Nós alimentamos o sistema e cruzamos com as informações contidas nos Boletins de Ocorrência para melhor alimentar o banco de dados da Polícia Civil”, afirma Priscila.

O ouvidor-geral da OAB/AL, Hugo Caporal, e a ouvidora adjunta, Else Freire, também estiveram na sede da Delegacia Geral da PC nesta sexta-feira. De acordo com Hugo o objetivo do relatório é alimentar a inteligência da Polícia Civil com os dados compilados pela advocacia, de forma a ajudar nas investigações.

“Precisamos da advocacia alagoana fazendo os registros da forma correta, abrindo Boletim de Ocorrência, informando o nome do advogado ou do escritório lesado, o número de telefone usado pelo golpista, o processo que foi invadido e a origem dele [TJ, TRT, TRF] e as possíveis vítimas, com nome, CPF e dados dessas pessoas, para que possamos cruzar esses dados e entregar informações mais mastigadas para a polícia, para que ela possa trabalhar de forma mais eficiente”, destaca Hugo.

O delegado Eduardo Méro acolheu o relatório e destacou a importância de a OAB/AL continuar auxiliando e informando sobre esses golpes.