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Mãe de Ana Clara confronta Flávio Bolsonaro após resposta sobre o caso no debate da Globo

Em vídeo publicado nas redes sociais, Cristiane Gomes da Silva critica a atuação do senador na defesa do policial militar acusado de matar sua filha, de 5 anos. O julgamento está previsto para 2027

Por Tribuna do Sertão 24/10/2026
Mãe de Ana Clara confronta Flávio Bolsonaro após resposta sobre o caso no debate da Globo
Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara, acompanhou o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro que reagiuo ao comentário com veemência (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Um trecho do debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), exibido pela TV Globo na sexta-feira (23), voltou a circular nas redes sociais. No vídeo, Lula questiona o senador sobre sua atuação na defesa do policial militar acusado de matar Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, em Niterói, no Rio de Janeiro.

"Como é que um senador da República atua para defender um criminoso que matou uma criança com um tiro de fuzil?", pergunta Lula no trecho. Durante o debate, o presidente também questionou: "O que leva um senador a defender um policial que deu um tiro de fuzil numa menina de 5 anos? Que segurança é essa? Que território é esse? O território da bala?"

Depois da fala de Lula, o vídeo mostra a mãe da menina, Cristiane Gomes da Silva, conhecida como Cris, relatando sua indignação com a resposta de Flávio. Ela afirma que o senador não explicou por que participou da defesa do policial e diz que ele teria tentado impedir a realização do júri.

"Ele nem sabe da história. Ele assinou só para o júri não acontecer", declarou Cris. Em outro momento, questionou se Flávio agiria da mesma forma caso a vítima fosse alguém de sua própria família. Ao final do depoimento, chamou o senador de "monstro".

No debate, Flávio afirmou que lamentava a morte da criança e disse ter confiança de que o policial não foi o autor do disparo. Alegou que o agente ainda não havia sido julgado e declarou que queria ajudar a mãe a descobrir quem atirou. Cris contestou a versão, dizendo que presenciou a morte da filha e que, segundo ela, não havia traficantes no local.

Ana Clara foi atingida em 2 de fevereiro de 2021, enquanto brincava perto de casa com o irmão, então com 2 anos. O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o cabo da PM Bruno Dias Delaroli por homicídio doloso. Flávio integrou a defesa do policial e assinou, em 2024, um recurso ao Superior Tribunal de Justiça contra a decisão que determinava que o réu fosse submetido a júri popular.

Mais de cinco anos depois da morte da menina, o julgamento ainda não ocorreu. A sessão foi remarcada para 5 de maio de 2027.