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Maceió registra cinco mortes por doença meningocócica em 2026

Capital soma 33 casos de meningite neste ano; infectologista alerta para sintomas

Por Assessoria 07/10/2026
Maceió registra cinco mortes por doença meningocócica em 2026
Maceió registra cinco mortes por doença meningocócica em 2026 (Foto: Secom Maceió)

Maceió registrou 33 casos de meningite em 2026, dos quais 14 foram classificados como doença meningocócica pelo sorogrupo B. Entre os pacientes com doença meningocócica, cinco morreram, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Febre alta repentina, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca e manchas avermelhadas ou arroxeadas pelo corpo estão entre os sinais que exigem atenção. A doença meningocócica pode apresentar rápida evolução e, diante da suspeita, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.

Para beneficiários da Unimed Maceió, os serviços de Urgência e Emergência dos hospitais Unimed Farol e Gruta funcionam 24 horas. A recomendação é buscar avaliação médica diante de sintomas compatíveis com quadros graves.

Segundo a infectologista Raquel Guimarães, da Unimed Maceió, o tempo entre o aparecimento dos sintomas, o diagnóstico e o início do tratamento pode ser decisivo.

“É considerada uma emergência médica porque o quadro clínico pode evoluir em poucas horas. Em alguns casos, os sinais e sintomas avançam de forma tão rápida que, se não houver reconhecimento médico e tratamento adequado, a evolução pode ocorrer de forma fulminante”, explica.


Sinais exigem atenção

Além da febre alta, que pode surgir de forma repentina, a meningite pode provocar dor de cabeça intensa, vômitos, rigidez na nuca, sonolência, confusão mental e sensibilidade à luz. Na doença meningocócica, também podem surgir manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele e rápida piora do estado geral.

A infectologista explica que a evolução varia de acordo com cada paciente. “Um fator como a imunidade pode influenciar tanto a resposta do organismo quanto a rapidez com que a doença evolui”, afirma Raquel Guimarães.

Os números de Maceió são divulgados em um cenário de atenção para a doença em Alagoas. No primeiro semestre de 2025, o estado teve o terceiro maior coeficiente de incidência de doença meningocócica do país, com 0,34 caso por 100 mil habitantes. Ficou atrás do Pará, com 1,09, e do Amazonas, com 0,35 caso por 100 mil habitantes.

No mesmo período, o Brasil confirmou 6.169 casos de meningite e registrou 781 mortes. Desse total de óbitos, 537 foram provocados por meningites bacterianas. A doença meningocócica respondeu por 486 casos e 96 mortes no país durante o primeiro semestre de 2025.

Vacinação é principal forma de prevenção

A vacinação é uma das principais medidas de prevenção contra as formas graves da meningite. Em Maceió, a cobertura registrada pela SMS é de 84,29% entre crianças menores de 1 ano e de 87,97% entre as de 1 ano. A Secretaria orienta pais e responsáveis a manterem a caderneta de vacinação atualizada e procurarem as unidades de saúde para verificar a necessidade de doses.

“A vacinação é fundamental para reduzir o risco de adoecimento e, principalmente, das formas graves da doença. Por isso, é importante que pais e responsáveis acompanhem a caderneta de vacinação das crianças e adolescentes e que os adultos também busquem orientação sobre as vacinas indicadas para sua faixa etária”, orienta Raquel Guimarães.