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SENAI Alagoas certifica equipe em inventário de emissões e fortalece apoio à descarbonização da indústria local

Por Assessoria 07/10/2026
SENAI Alagoas certifica equipe em inventário de emissões e fortalece apoio à descarbonização da indústria local
Equipe certificada. (Foto: Reprodução)

A equipe de Consultoria em Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade Industrial do SENAI Alagoas recebeu, nesta terça-feira (6), os certificados da Formação em Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE). Promovida pelo SENAI CIMATEC, um dos mais avançados centros de educação, ciência, tecnologia e inovação do Brasil, localizado em Salvador, na Bahia, a capacitação prepara o corpo técnico da instituição para apoiar o setor produtivo alagoano na mensuração de emissões e no desenho de estratégias rumo à economia de baixo carbono.

A entrega das certificações ocorreu na Casa da Indústria, em Maceió, e integrou a programação do Diálogo Estratégico, evento promovido pela Diretoria de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade Industrial do SENAI Alagoas. Nesta edição, os participantes debateram o tema “A Mobilização da Cadeia de Valor na Jornada de Descarbonização”.

Para o diretor da área, Julio Zorzal, a qualificação do time acompanha as transformações e exigências do mercado global. “Essa certificação reafirma o compromisso do SENAI Alagoas de garantir que estejamos equipados com as competências exigidas pelo avanço da indústria rumo à economia de baixo carbono. Não estamos apenas qualificando nossa equipe, estamos construindo uma ponte segura para que os empresários alagoanos façam essa transição climática com inteligência, sem perder a competitividade”, destacou Zorzal.

Do conhecimento à vantagem competitiva

Realizado em junho deste ano, o treinamento abordou as etapas de planejamento e elaboração de inventários corporativos de GEE. A equipe aprofundou conhecimentos no GHG Protocol, uma metodologia de referência mundial, que compreende a categorização de emissões, escopos e ferramentas de cálculo aplicadas à mitigação climática.

O conhecimento adquirido pelos especialistas do SENAI Alagoas, 16 ao todo, será convertido em serviços técnicos para as indústrias locais. No cenário atual, a mensuração de emissões tornou-se um fator decisivo de eficiência e permanência no mercado, já que um inventário estruturado permite identificar desperdícios de matéria-prima e energia, indicando caminhos para a redução de custos operacionais.

Além da eficiência interna, a mensuração de emissões auxilia no cumprimento de regulamentações ambientais e facilita o acesso a linhas de financiamento atreladas a critérios ESG (ambientais, sociais e de governança), conhecidas como “créditos verdes”. A transparência dos dados ambientais também favorece a inclusão de empresas locais em cadeias globais de suprimentos e o cumprimento de requisitos para exportação, como a taxa de carbono sobre importações aplicada pela União Europeia (CBAM), além de conferir precisão técnica às metas institucionais declaradas.

Integração da cadeia de valor

A programação do evento incluiu a palestra “A importância da mobilização da cadeia de valor para a construção do Inventário de GEE e o planejamento de descarbonização das organizações”, ministrada pelo pesquisador na área de Meio Ambiente, Victor Menezes Vieira, que apresentou o caso prático do SENAI CIMATEC na elaboração do inventário da cadeia de fornecedores da PetroRecôncavo, realizado dentro do Programa de Descarbonização da Cadeia de Fornecedores do Segmento de Gás e Petróleo.

Ao falar aos participantes, o especialista, mestre e doutor em Geologia, lembrou que a formação nesse tipo de inventário é essencial para posicionar as indústrias, principalmente as pequenas e médias, em um mercado cada vez mais orientado por restrições relacionadas à emissão de carbono.

“O que esses profissionais vão fazer é transformar as informações que a empresa já tem em um inventário de emissões”, observou, ressaltando a importância da continuidade desse serviço, já que os inventários devem ser produzidos a cada ano.

“O inventário, além de ser a parte científica de um processo, resulta em uma ação de controle, por exemplo, de uma frota de caminhões”, pontuou Victor Vieira, para complementar: “O levantamento é feito de modo que, em caso de lacunas, isso fique registrado no inventário. Porque aí a empresa tem como corrigir o problema posteriormente, em um trabalho baseado na rastreabilidade”.