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Presidente da FIEA recebe cônsul dos EUA em agenda sobre comércio e investimentos

Por Assessoria 23/09/2026
Presidente da FIEA recebe cônsul dos EUA em agenda sobre comércio e investimentos
Visita do cônsul dos EUA em agenda sobre comércio e investimentos (Foto: Divulgação/Assessoria)

Visita do cônsul-geral dos EUA no Recife, Kyle Richardson, reuniu representantes de setores estratégicos; encontro discutiu oportunidades de negócios, cooperação e internacionalização

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), José Carlos Lyra de Andrade, recebeu, nesta quarta-feira (23), na Casa da Indústria, em Maceió, o cônsul-geral dos Estados Unidos no Recife, Kyle Richardson, para uma agenda voltada ao fortalecimento das relações institucionais e comerciais entre Alagoas e o mercado norte-americano. O encontro reuniu representantes de segmentos estratégicos da economia estadual e permitiu discutir oportunidades de negócios, atração de investimentos, cooperação e ampliação da inserção internacional das empresas alagoanas.

A aproximação ganha relevância diante do espaço ocupado pelos EUA nas operações de comércio exterior de Alagoas. De janeiro a agosto de 2026, o estado exportou aproximadamente US$ 19,35 milhões para o mercado norte-americano, enquanto as importações alcançaram US$ 48,56 milhões, resultando em déficit de cerca de US$ 29,21 milhões na balança comercial bilateral.

Os números do Centro Internacional de Negócios (CIN) Alagoas mostram, ao mesmo tempo, a dimensão das relações já existentes e o potencial de ampliação desse intercâmbio. Nas exportações, os açúcares de cana representam o principal produto, com US$ 15,85 milhões, cerca de 82% do total. Outros açúcares e xaropes acrescentaram US$ 2,59 milhões. A pauta inclui ainda placas cerâmicas, derivados de coco e fécula de mandioca.

No sentido inverso, a corrente comercial envolve insumos relevantes para a atividade industrial instalada no estado. Entre janeiro e agosto, as compras de dicloreto de etileno (EDC) somaram US$ 33,79 milhões, enquanto as de enxofre a granel chegaram a US$ 14,77 milhões. O EDC é um insumo essencial para a cadeia produtiva em que atua a Braskem, evidenciando que a relação entre Alagoas e EUA não se limita à comercialização de produtos acabados, mas também está associada ao abastecimento de matérias-primas estratégicas para a indústria.


Estabilidade nos canais comerciais

O diretor Industrial da Braskem em Alagoas, Helcio Colodete, participou da reunião, acompanhado do gerente de Marketing e Relações Institucionais da empresa, Milton Pradines. Para Colodete, a presença massiva do EDC na pauta de importações reforça a importância de manter canais comerciais estáveis para o fornecimento de insumos indispensáveis à produção industrial. “A operação da Braskem em Alagoas está diretamente ligada à importação desse produto”, observou Colodete.

Representando o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçucar-AL), o diretor da Impacto BioEnergia, Manoel Cortez, destacou a possibilidade de ampliar a presença do setor sucroenergético alagoano no mercado norte-americano. “A relação com os EUA é estratégica para o setor produtivo alagoano. Além de consolidar mercados para produtos que já têm presença internacional, precisamos trabalhar para identificar novas oportunidades e fortalecer a cooperação entre empresas e instituições”, afirmou.

A agenda também contou com a presença do gerente de Regulação e Mercado da Equatorial Energia, Tibúrcio Gurgel, e do secretário de Relações Federativas e Internacionais do Estado de Alagoas, Raul Manso. Pela representação diplomática norte-americana, participaram o cônsul de Diplomacia Pública, Eric Concha, e a assessora de Política e Economia do Consulado no Recife, Joana Cavalcanti.

Durante o encontro, Richardson destacou o interesse dos Estados Unidos em iniciativas de cooperação e apresentou possibilidades de aproximação com programas de apoio à internacionalização e aos investimentos, como o SelectUSA, do Departamento de Comércio norte-americano. “Nós temos muito a colaborar e certamente vamos concentrar esforços para ampliar nossas relações”, afirmou o cônsul-geral.


CIN Alagoas identifica oportunidades

A gerente do CIN Alagoas, Dielze Mello, apresentou a estrutura do Sistema FIEA e sua atuação no apoio às empresas alagoanas interessadas em acessar mercados internacionais. A exposição incluiu dados sobre as operações comerciais entre Alagoas e os Estados Unidos e apontou possibilidades de diversificação da pauta exportadora.

Além do setor sucroenergético, foram identificadas oportunidades em alimentos e produtos agrícolas, como própolis vermelho, mel de abelha, fécula de mandioca e derivados de coco, e em materiais de construção, a exemplo de revestimentos cerâmicos, cimento e produtos de PVC. “Embora o setor açucareiro permaneça como o pilar consolidado das nossas vendas para os EUA, identificamos oportunidades concretas para que novos nichos industriais e do agronegócio alagoano ganhem espaço, criando canais sustentáveis de cooperação internacional”, avaliou Dielze.

Para o presidente da FIEA, a aproximação institucional é uma oportunidade de transformar o diálogo entre os setores produtivos em agendas concretas de cooperação e negócios. “Nossa atuação acontece no sentido de contribuir para a melhoria do ambiente de negócios e para o fortalecimento da indústria alagoana, sempre buscando a construção de agendas comuns em prol do desenvolvimento econômico do estado”, destacou José Carlos Lyra.