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Mulher denuncia racismo após nome aparecer em painel de clínica com palavra “cativeiro”

Médico foi levado à Central de Flagrantes e autuado pela Polícia Civil

Por Redação 19/09/2026
Mulher denuncia racismo após nome aparecer em painel de clínica com palavra “cativeiro”
Médico foi levado para a Central de Flagrantes (Foto: Reprodução)

Uma mulher identificada como Christiane da Fonseca denunciou ter sido vítima de racismo dentro de uma clínica médica localizada no bairro da Ponta Verde, em Maceió. Segundo a denúncia, o nome dela apareceu no painel eletrônico de chamada do estabelecimento acompanhado da expressão “cativeiro”. O episódio ocorreu na sexta-feira (18), enquanto ela aguardava atendimento.

Christiane estava acompanhada do marido, Rafael Gonzaga, de 47 anos. O casal relatou o caso a policiais militares que foram acionados para atender à ocorrência. Posteriormente, Rafael também publicou nas redes sociais um relato sobre a situação e afirmou que o episódio aconteceu na presença de outras pessoas que estavam na clínica.

De acordo com o relato do homem, antes de Christiane ser chamada, outros pacientes teriam sido direcionados para diferentes espaços da unidade. Segundo ele, duas pessoas foram chamadas para a “Sala VIP”, enquanto outra mulher teria sido encaminhada para “o Cafofo”.

Na sequência, quando chegou a vez de Christiane e Rafael, o casal teria sido chamado para “o Cativeiro”. Rafael afirmou que ele e a esposa são negros e considerou a utilização da expressão ofensiva e discriminatória.

Ainda segundo o relato publicado pelo marido, ele questionou o médico assim que percebeu o que estava sendo exibido no painel. Rafael disse ter deixado claro que não considerava a situação uma brincadeira. Conforme a versão apresentada por ele, o profissional teria afirmado que havia escolhido o termo utilizado e que a intenção seria “alegrar a nossa sexta-feira”.

A Polícia Militar foi acionada e uma equipe do 1º Batalhão da Polícia Militar (1º BPM) esteve na clínica para averiguar a denúncia. Aos militares, segundo a corporação, o médico negou ter atendido Christiane e disse que nunca havia visto a mulher. Ele também afirmou que a palavra exibida no painel não teria qualquer relação com pessoas negras.

Após a ocorrência, os envolvidos foram conduzidos para a Central de Flagrantes, localizada no bairro do Tabuleiro do Martins. Na unidade policial, o médico acabou autuado pela Polícia Civil por racismo.

Rafael informou ainda que ele e Christiane prestaram depoimento à polícia. O caso deverá ser encaminhado para investigação da Delegacia de Crimes contra Minorias (COD), que ficará responsável pela apuração dos fatos.

Até o momento, a Polícia Militar não informou o nome da clínica onde ocorreu o episódio nem divulgou a identidade do médico envolvido.