Presidente Lula anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família; sobe para R$ 691
Aumento será aplicado a partir da folha de outubro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de aproximadamente 15% nos valores do Bolsa Família. A medida foi divulgada 17 dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro.
Com a atualização, o valor mínimo do programa passará de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio pago às famílias deverá subir de R$ 675 para R$ 777, segundo o governo federal.
O reajuste será aplicado a partir da folha de pagamento de outubro, com os novos valores começando a ser pagos no dia 19 de outubro.
Correção pela inflação
Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o reajuste corresponde à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) desde o relançamento do Bolsa Família, em 2023.
“O INPC desde o início do programa até o mês de agosto é de 15%. Ou 15,04%, para ser preciso. Isso dá um reajuste para cada um dos benefícios do Bolsa Família linear nesse patamar de 15%”, afirmou Moretti.
De acordo com o ministro, com a correção, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio sobe de R$ 675 para R$ 777.
Impacto nas contas públicas
O governo estima que o reajuste terá impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027, segundo Moretti.
A proposta de Orçamento de 2027 enviada anteriormente ao Congresso não previa reajuste do benefício. Na ocasião, o governo havia mantido a previsão de R$ 600 como valor mínimo do programa.
O governo afirma que a atualização será acomodada dentro do espaço fiscal disponível e que haverá adequações na programação orçamentária para contemplar o aumento.
Reajuste às vésperas da eleição
O anúncio acontece a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições de 2026. A proximidade entre a medida e o calendário eleitoral foi destacada por veículos de imprensa na cobertura do anúncio.
O governo, por sua vez, apresenta o aumento como uma correção pela inflação acumulada desde 2023, quando o programa foi relançado.
O Bolsa Família atende milhões de famílias de baixa renda em todo o país. Em setembro, o programa alcançou cerca de 19,3 milhões de famílias, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.