Lenilda Luna dialoga com trabalhadores da limpeza urbana e defende soberania nacional no Centro de Maceió
A agenda de campanha de Lenilda Luna, candidata ao Governo de Alagoas pela Unidade Popular (UP), começou nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, 28. Às 5h30, a candidata esteve no bairro Salvador Lyra reunida com os trabalhadores da limpeza urbana de uma empresa local, ouvindo as demandas da categoria e apresentando as propostas do partido para a valorização do trabalho e dos serviços públicos.
No período da tarde, a mobilização seguiu para o calçadão do Centro de Maceió, na região da rua onde se concentra a maior parte dos pontos de ônibus. Durante a ação de panfletagem, Lenilda conversou com os passageiros e pedestres sobre as propostas da candidatura, dedicando o dia à campanha nacional da UP cujo tema é "defender a soberania é lutar contra o imperialismo".
Durante a atividade no Centro, Lenilda Luna aproveitou para criticar as regras eleitorais pvigentes que excluem do guia eleitoral gratuito as legendas que ainda não possuem representação no Congresso Nacional. "Não vou aparecer no horário político de rádio e TV e considero isso muito injusto. O ideal seria que o eleitorado pudesse conhecer todas as candidaturas para fazer sua escolha", afirmou a candidata.
O panfleto distribuído no calçadão defende que as riquezas do Brasil devem servir ao povo brasileiro e denuncia que, apesar da independência declarada em 1822, o país segue subordinado às potências imperialistas mundiais. O texto aponta que 63,4% das ações da Petrobras estão nas mãos de investidores privados e 45% com acionistas estrangeiros, além de mencionar os leilões de exploração de petróleo na Foz do Amazonas arrematados por monopólios internacionais.
O material também problematiza o fato de o Brasil ser um grande exportador de alimentos e minérios para o exterior enquanto milhões de pessoas passam fome, e critica o comprometimento do orçamento federal com o pagamento de juros da dívida pública para enriquecer banqueiros. Por fim, o panfleto alerta sobre a exploração de terras raras por empresas estrangeiras e defende que, para conquistar uma verdadeira alternativa de desenvolvimento, é preciso expropriar os monopólios e os bancos, promover a reforma agrária e construir um modelo econômico socialista dirigido pela classe trabalhadora.