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Teto para crédito de carros de aplicativo sobe para R$ 200 mil

Por Agência Brasil 20/08/2026
Teto para crédito de carros de aplicativo sobe para R$ 200 mil
Uber. (Foto: Foto: Reprodução/Divulgação.)

O Programa Move Brasil, Táxi e Aplicativos elevou o limite de financiamento para veículos novos e passou a contemplar novas configurações de carros híbridos entre os modelos elegíveis.

A mudança foi oficializada por meio de portaria conjunta dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda, publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU).

O teto do valor do veículo, que era de R$ 150 mil, passou para R$ 200 mil, considerando o valor registrado na nota fiscal. Com a medida, amplia-se o número de modelos elegíveis para financiamento por motoristas de aplicativo e taxistas cadastrados no programa.


Novo limite

Com o novo teto, o governo estima que o critério econômico do programa passe a abranger cerca de 88% do mercado brasileiro de veículos, ante aproximadamente 63% anteriormente, de acordo com dados de emplacamentos da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) de 2025.

Na prática, a mudança amplia a variedade de veículos disponíveis aos beneficiários, incluindo modelos de categorias superiores de conforto.


Mais híbridos

A portaria também ampliou a lista de veículos híbridos que podem participar do programa. Agora, são contemplados modelos que combinam motor elétrico com motor a combustão movido a álcool, gasolina, ou híbrido de álcool e gasolina.

A medida mantém os critérios de sustentabilidade e eficiência energética estabelecidos pelo programa. Dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) de 2026 indicam que veículos híbridos podem apresentar redução média próxima de 24% no consumo energético em comparação com versões convencionais equivalentes.


Crédito de R$ 30 bilhões

Em vigor desde 27 de julho, o Move Brasil prevê até R$ 30 bilhões em crédito para aquisição de veículos novos por motoristas de aplicativo e taxistas. A ampliação do programa ocorre enquanto o governo avalia mudanças para aumentar a participação dos bancos privados nas operações de financiamento.

Na noite de quarta-feira (19), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a equipe econômica estuda ajustes no programa. Segundo ele, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal têm mostrado maior disposição para conceder financiamentos, enquanto instituições privadas ainda participam menos.

Baixa adesão

De acordo com Durigan, a adesão ao programa está abaixo das expectativas iniciais do governo, embora o volume de operações já seja considerado relevante. O governo pretende estudar formas de ampliar o interesse dos bancos privados e aumentar o número de financiamentos.

“O que a gente tem visto é uma participação maior dos bancos públicos, do Banco do Brasil e da Caixa, com menos apetite por parte dos bancos privados. Nós estamos sempre em contato para entender por que, mesmo com a garantia do governo, não tem tido a adesão que a gente inicialmente esperava”, declarou o ministro após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.