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Wadson Regis desafia a burocracia: exemplo do Ceará mostra que obras hídricas podem levar água ao Sertão em menos de seis meses

Para defensor do movimento Barragens Já!, experiência cearense mostra que obras de segurança hídrica podem ser executadas com planejamento e prioridade

Por Assessoria 10/08/2026
Wadson Regis desafia a burocracia: exemplo do Ceará mostra que obras hídricas podem levar água ao Sertão em menos de seis meses
Para defensor do movimento Barragens Já!, experiência cearense mostra que obras de segurança hídrica podem ser executadas com planejamento e prioridade (Foto: Assessoria)

Enquanto municípios alagoanos enfrentam os efeitos da seca e especialistas alertam para a possibilidade de um período de estiagem mais severo, o jornalista Wadson Régis, defensor do movimento Barragens Já!, usa uma experiência do Ceará para cobrar mais agilidade nas políticas de segurança hídrica de Alagoas.

A referência é o Canal do Trabalhador, construído no Ceará em 1993, durante uma crise de abastecimento que ameaçava a Região Metropolitana de Fortaleza. Diante da possibilidade de colapso, o governo estadual adotou um regime de emergência, dividiu a execução da obra em várias frentes e conseguiu concluir o canal em poucos meses.

Para Wadson, o episódio mostra que situações de emergência exigem planejamento e capacidade de execução.“Em 1993, o Ceará decidiu correr contra o tempo diante do risco de desabastecimento. Alagoas precisa ter a mesma disposição para enfrentar seus problemas antes que eles se agravem”, afirma.

A comparação também leva em consideração o Canal do Sertão Alagoano. Planejado ainda na década de 1990, o projeto prevê cerca de 250 quilômetros para levar água do Rio São Francisco ao Sertão. Mais de três décadas depois, porém, a obra ainda não foi concluída em toda a extensão prevista.“O que falta em Alagoas não é água. É determinação. Temos o São Francisco, rios e períodos de chuva. Precisamos armazenar, distribuir e utilizar esse recurso para garantir abastecimento, produção e desenvolvimento”, defende Wadson.

O movimento Barragens Já! defende que a política hídrica do Estado não fique restrita à construção de barragens. A proposta inclui também canais, açudes, recuperação e desassoreamento de rios, ampliação do abastecimento e planejamento permanente para períodos de seca e de chuvas intensas.

A preocupação aumenta diante dos municípios que enfrentam situação de emergência por causa da estiagem. Para o movimento, a discussão sobre segurança hídrica precisa ocorrer antes da chegada de novos períodos críticos.“A pergunta não é apenas se vai chover. É o que Alagoas fará enquanto espera pela chuva”, afirma Wadson.

Segundo ele, o objetivo é aproveitar de forma planejada os recursos hídricos disponíveis no Estado para reduzir os impactos tanto das secas quanto das enchentes.“Barragens não são apenas concreto. São proteção, água para produzir e segurança para as próximas gerações”, conclui.