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Provedores de internet apostam em sustentabilidade com uso compartilhado de fios

Rede Neutra Alagoana adota modelo de cabo único para reduzir custos e limpar a paisagem urbana em Maceió

Por Assessoria 30/07/2026
Provedores de internet apostam em sustentabilidade com uso compartilhado de fios
Plano de expansão prevê a cobertura de todas as ruas, bairros e comunidades de Maceió (Foto: Divulgação/Assessoria)

A expansão da internet nas cidades brasileiras trouxe um desafio visível a todos que caminham pelas ruas: o emaranhado de fios nos postes, o “mexe-mexe” constante de técnicos e o bloqueio de fiação nos prédios. Em Maceió, uma iniciativa inovadora promete mudar radicalmente esse cenário: a Rede Neutra Alagoana (RNA), que já funciona em apenas algumas localidades.

Nascida no seio da Associação de Provedores de Internet de Alagoas (Aspeal), a RNA é um projeto pioneiro no Estado que introduz o modelo de infraestrutura de rede de fibra ótica compartilhada, um conceito moderno e amplamente utilizado na Europa, mas que ainda está dando seus primeiros passos no Brasil.

O presidente da Aspeal, Ângelo Rosa, explica como vai funcionar a logística da RNA. “Até hoje o modelo tradicional da internet funciona assim: cada provedor instala sua própria infraestrutura. Se três empresas atendem a mesma rua, haverá três cabos diferentes, três caixas e roteadores próprios espalhados pelos postes. A RNA surge para reescrever essa lógica”, disse Rosa.

“Trata-se de uma única rede de fibra ótica de alta tecnologia sobre a qual múltiplos provedores de internet e operadoras podem trabalhar. Em vez de cada empresa lançar seus próprios cabos, todas utilizam a mesma infraestrutura da RNA para entregar sinal de qualidade aos clientes”, completa o presidente da Aspeal.


Praticidade e agilidade

Para o morador de Maceió, ainda de acordo com Rosa, a mudança traz praticidade e agilidade com o fim do emaranhado de cabos: em prédios e residências, não é mais preciso entupir as tubulações com novos fios a cada nova instalação. O cabo da RNA é instalado uma única vez.

Outra facilidade é que se o cliente quiser trocar da “Empresa A” para a “Empresa B”, não haverá necessidade de subir em postes nem trocar a fibra que chega até sua casa. O cabo permanece o mesmo; muda-se apenas o sinal digital contratado.

Uma outra facilidade ao usuário é que ele pode contratar seu provedor favorito mesmo que esse provedor não tenha rede própria naquele bairro ou no Centro da cidade.

Benefícios para Maceió e para os provedores

Para a capital alagoana, explica ainda o presidente da Aspeal, haverá redução drástica da poluição visual e dos riscos associados à aglomeração de cabos nos postes, ajudando a manter limpa a paisagem urbana da capital alagoana.

“Para os provedores, o compartilhamento reduzirá custos operacionais, tornando a expansão do serviço mais inteligente e viável financeiramente, além de os provedores locais passarem a ter maior área de atuação e força de mercado.


Estágio de implementação e atuação da Aspeal

Lançado no ano passado durante o evento Expo Expedição Maceió, o projeto da RNA já é uma realidade e está em plena operação na parte alta da cidade, contemplando bairros como Cidade Universitária, Tabuleiro dos Martins, Santa Amélia e Clima Bom.

O plano de expansão prevê a cobertura de todas as ruas, bairros e comunidades de Maceió, com atenção especial ao Centro da cidade, região que historicamente sofre com o excesso de cabeamento e que recentemente passou por processos de limpeza urbana.

“Para garantir a qualidade, a segurança e a regulamentação do projeto, a Aspeal atua como o órgão regulador da rede neutra. Apenas empresas sérias, devidamente registradas e associadas à Aspeal, podem utilizar essa infraestrutura, assegurando que a tecnologia chegue ao cidadão maceioense de forma organizada, ética e eficiente”, garante Ângelo Rosa.

Os pequenos e médios provedores de internet da banda larga em Alagoas e na capital Maceió — segundo dados fornecidos pela Associação dos Provedores do Estado de Alagoas — representam cerca de 70% do mercado de internet ou a chamada “Internet de bairro” que, em outras palavras, têm levado as pessoas uma espécie de “Internet para Todos”, em todos os rincões do Estado.

Esse mercado já mobiliza na economia alagoana, só em Maceió, cerca de 200 empresários, que atendem aproximadamente 250 mil usuários e estão presentes em todos os municípios, levando internet para as grotas, periferia, cujo “bolo” do mercado já representa aproximadamente 2 milhões de usuários.

No Estado, a grande maioria dos pequenos provedores atua com fibra óptica, fornecendo serviços como telefonia fixa, móvel e TV por assinatura, com entrega de maior velocidade de internet a um valor mais atraente que as gigantes do setor, com preço competitivo entre R$ 50 e 60, 00 em média, enquanto as maiores cobram entre R$ 100 e 150,00, com qualidade inferior.