Laudo confirma que empresário encontrado morto em Coruripe foi atingido por tiros na cabeça
O empresário Rogério Homem de Andrade Barros Carício, de 43 anos, morreu em decorrência de um traumatismo cranioencefálico provocado por disparos de arma de fogo. A informação consta no laudo do exame cadavérico elaborado pelo Instituto Médico Legal.
Segundo a perícia, o corpo apresentava duas perfurações de entrada de projéteis na região posterior da cabeça, além de fraturas na calota e na base do crânio, hemorragias internas e lesões no tecido cerebral. Dois projéteis e uma jaqueta de munição foram encontrados alojados no crânio e encaminhados para exames balísticos complementares.
O documento também analisou a possibilidade de a vítima ter sido torturada antes da morte, mas o resultado foi inconclusivo, pois não foram encontrados elementos suficientes para confirmar esse tipo de violência.
Ferimentos identificados nas órbitas dos olhos, na lateral dos lábios e na orelha esquerda teriam sido provocados após a morte pela ação de animais sobre o corpo, conforme apontado pela perícia.
Dois policiais civis e um empresário foram presos no dia 25 de julho, suspeitos de envolvimento no sequestro e no assassinato. As prisões ocorreram quatro dias depois do crime.
Rogério teria sido abordado ao sair de uma farmácia, algemado e colocado em um veículo descaracterizado por homens vestidos como policiais civis. Cerca de 24 horas depois, o corpo foi localizado em uma estrada de barro, no município de Coruripe.
De acordo com as investigações, Rogério cumpria pena em regime semiaberto por participação no furto a um carro-forte ocorrido em João Pessoa, na Paraíba, em 2014. Ele também possuía antecedentes por porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas, receptação e uso de documento falso.
A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias do crime e investiga a possível utilização de veículos alugados por terceiros em atividades criminosas na região.