Notícias

Júri condena a 29 anos homem que matou professora com 37 facadas

Cenira Angélica foi assassinada com 37 facadas desferidas pelos companheiro

Por Extra Alagoas 29/07/2026
Júri condena a 29 anos homem que matou professora com 37 facadas
Angélica foi brutalmente assassinada com 37 facadas aos 39 anos (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A Justiça em Alagoas condenou nesta quarta-feira, 29, o réu José Ricardo dos Santos pelo assassinato da professora Cenira Angélica Ventura da Silva, de 39 anos. Ele vai cumprir a pena de pouco mais de 29 anos em regime inicialmente fechado. O crime ocorreu em março de 2018, no município de Viçosa. A vítima foi morta com instinto de crueldade, atingida por 37 facadas.

O julgamento do réu aconteceu nesta quarta-feira no Fórum Desembargador Oscar Tenório, no município onde o feminicídio foi cometido. O autor do crime, companheiro de Angélica, iniciou as agressões dentro da própria casa da vítima, que correu na tentativa de se livrar das agressões, mas foi alcançada. Após o crime, ele teria fugido para o estado do Mato Grosso, mas foi localizado e preso em 2023.

Entre os principais pontos da condenação, foram levados em conta pelo júri os seguintes fatores: a morte foi cometida por motivo fútil e ele usou recurso que dificultou a defesa da vítima. Ainda no julgamento, participando por videoconferência, José Ricardo voltou a negar a autoria do crime e culpou um suposto invasor como autor do homicídio.

Segundo o réu, no dia do feminicídio, a professora recebeu uma ligação e disse à pessoa que estava ao telefone: “Não venha hoje, porque ele está aqui”. José Ricardo afirmou que ficou irritado porque ela não quis revelar com quem estava falando e que foi embora enquanto a vítima tomava banho.

A única testemunha arrolada pela defesa do réu, um primo para quem ele teria contado ter fugido após rumores de sua participação no homicídio, faleceu em um acidente antes da realização do julgamento.

O júri acolheu integralmente a tese do Ministério Público de Alagoas (MPAL). A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Gustavo Arns, com a participação do assistente de acusação Mozart Costa. A defesa afirmou que não havia provas suficientes para condená-lo e sustentou a possibilidade de outro homem ter entrado na residência após a saída do réu e cometido o crime.