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Justiça determina quebra de sigilo bancário de policial acusado de matar dois colegas em Alagoas

Medida busca identificar possíveis movimentações financeiras que possam ajudar a esclarecer a motivação do crime ocorrido em Delmiro Gouveia

Por Tribuna Hoje 23/07/2026
Justiça determina quebra de sigilo bancário de policial acusado de matar dois colegas em Alagoas
O autor dos disparos, que trabalhava há cerca de duas décadas em Delmiro Gouveia e era considerado uma pessoa de confiança na delegacia, foi preso após o crime. (Foto: reprodução)

A Justiça de Alagoas autorizou a quebra dos sigilos bancário e financeiro do policial civil Gildate Góes Moraes Sobrinho, de 61 anos, acusado de matar dois colegas de profissão dentro de uma viatura, em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas. O crime aconteceu em maio deste ano.

A decisão foi proferida pela juíza Jéssica Lourenço de Sá Santos, da 1ª Vara de Delmiro Gouveia, após o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MP-AL), que tornou o policial réu pelos dois homicídios.

Segundo a magistrada, a medida é necessária diante da gravidade do caso e tem como objetivo verificar se existe alguma relação entre o crime e uma possível motivação de natureza econômica ou financeira.

O levantamento das informações bancárias deverá considerar o período de três meses antes dos assassinatos e também o mês posterior aos crimes. A investigação pretende identificar transferências incomuns, movimentações financeiras consideradas suspeitas e operações de valores elevados que possam contribuir para esclarecer o caso.

Além disso, a Justiça determinou que a delegacia responsável pelas investigações apresente, no prazo de dez dias, as mídias com dados telemáticos obtidos durante o inquérito e que foram citados em um laudo pericial.


Policial é acusado de matar colegas durante retorno de ocorrência

O crime aconteceu na madrugada de 20 de maio. Gildate estava no banco traseiro de uma viatura policial, enquanto Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47, ocupavam os assentos da frente.

De acordo com a investigação, o grupo retornava de uma ocorrência e seguia em direção à Delegacia Regional de Delmiro Gouveia quando Gildate teria efetuado disparos contra os dois colegas.

Yago e Denivaldo morreram ainda no local. O policial civil foi preso logo após o crime e permanece respondendo à Justiça pelas mortes dos dois servidores.