Notícias

Trinta anos depois, mortes de PC Farias e Suzana seguem sem culpados

Caso que abalou a política brasileira completa três décadas com processo encerrado

Por FolhaPress 23/06/2026
Trinta anos depois, mortes de PC Farias e Suzana seguem sem culpados
Corpos de Suzana Marcolino e PC Farias: casal foi encontrado morto (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

As mortes do empresário Paulo César Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino, completam 30 anos nesta terça-feira, 23, sem que o crime tenha sido esclarecido de forma definitiva pela Justiça. O episódio, ocorrido em 1996 na praia de Guaxuma, em Maceió, permanece como um dos maiores mistérios da história política brasileira.

Personagem central do escândalo que levou ao impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, PC Farias foi encontrado morto ao lado de Suzana na madrugada de 23 de junho de 1996. Na época, a versão oficial apontou para um crime passional seguido de suicídio, tese que seria posteriormente contestada por novas perícias e investigações.

Anos depois, novos laudos técnicos e reavaliações da cena do crime levaram investigadores a defender a hipótese de duplo homicídio. A divergência entre especialistas transformou o caso em uma das mais longas disputas periciais da história criminal do país.

Em 2013, quatro seguranças que trabalhavam na residência onde ocorreram as mortes foram submetidos a júri popular. Os jurados reconheceram a tese de que Suzana não matou PC Farias nem tirou a própria vida, mas absolveram os acusados. Com isso, ninguém foi responsabilizado criminalmente pelas mortes. O processo foi encerrado em definitivo em 2019.

Três décadas após o crime, familiares, investigadores e personagens ligados ao caso continuam divergindo sobre o que realmente aconteceu naquela madrugada. A ausência de uma conclusão definitiva mantém viva uma disputa de narrativas que atravessa gerações e segue despertando interesse no meio jurídico, policial e político.

O caso voltou a ganhar visibilidade nos últimos anos com documentários e produções audiovisuais sobre os bastidores do governo Collor e seus principais personagens. Mesmo após 30 anos, as mortes de PC Farias e Suzana Marcolino continuam cercadas por dúvidas, versões conflitantes e perguntas que jamais foram plenamente respondidas.