Irmão de Monique diz que Jairinho tentou convencê-la a mentir após morte de Henry Borel
O julgamento pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, entrou no sétimo dia neste domingo (31), com o depoimento de testemunhas de defesa de Monique Medeiros e Jairo Souza Santos, conhecido como Jairinho. Um dos momentos de maior destaque foi o relato de Bryan Medeiros da Costa Silva, irmão de Monique, que afirmou que o ex-vereador tentou convencer a irmã a mentir sobre os acontecimentos que antecederam a morte da criança.
Durante o depoimento, Bryan descreveu Monique como uma mãe dedicada e afirmou que a família nunca suspeitou que Jairinho pudesse estar envolvido em agressões contra Henry. Segundo ele, após a divulgação dos laudos periciais, o então companheiro de Monique teria tentado influenciá-la a apresentar uma versão diferente dos fatos.
O irmão da acusada também declarou que uma prima alertou a família sobre a possibilidade de Monique estar sendo manipulada, o que levou os parentes a buscarem uma defesa separada da de Jairinho.
Ao longo da audiência, Bryan sustentou que a irmã sempre teve o filho como prioridade e que jamais permitiria qualquer tipo de violência contra a criança.
A acusação, porém, contestou a relevância do depoimento. Segundo o advogado Cristiano Medeiros, assistente da acusação ligada ao pai de Henry, Leniel Borel, a testemunha não presenciou os fatos investigados e baseou suas declarações apenas em informações recebidas de Monique após sua prisão.
O julgamento também voltou a discutir as causas da morte do menino. Enquanto a defesa de Jairinho sustenta que a lesão fatal teria sido provocada durante tentativas de reanimação no hospital, peritos ouvidos pelo Tribunal do Júri rejeitaram essa hipótese e apontaram múltiplos sinais de agressão no corpo da criança.
Monique Medeiros e Jairinho respondem por crimes relacionados à morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021, no Rio de Janeiro. A previsão é de que o julgamento siga ao longo desta semana.