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Celso Luiz acende disputa com Marcelo Victor pelo controle da ALE

Por Carlos Victor Costa - BNews Alagoas 25/05/2026
Celso Luiz acende disputa com Marcelo Victor pelo controle da ALE
Celso Luiz. (Foto: Reprodução)

A corrida pelo Governo de Alagoas domina o debate público, movimenta pesquisas, alianças e discursos. Mas longe dos palanques, outro tabuleiro vem sendo montado com cuidado nos corredores da política estadual, o da presidência da Assembleia Legislativa.

Nos bastidores, a avaliação é que o verdadeiro centro de poder de 2026 pode passar justamente pelo comando da ALE. E é aí que entra uma articulação que começa a ganhar força no meio político.

O ex-deputado Celso Luiz, que já presidiu a Casa, estaria trabalhando para formar um grupo capaz de assumir o controle da Assembleia caso JHC vença a eleição para o Governo.

A movimentação envolveria o pré-candidato a deputado Tenorinho Malta e também o deputado estadual Francisco Tenório. A estratégia seria construir uma maioria dentro do Legislativo para garantir o comando político da Casa no próximo ciclo.

Só que existe um obstáculo nada simples nesse caminho.

Para que esse projeto avance, seria necessário atrair justamente deputados ligados ao grupo político consolidado por Marcelo Victor. E hoje, dentro das projeções de bastidores, a tendência é que esse grupo continue extremamente forte nas eleições proporcionais, podendo eleger a maior bancada da Assembleia.

Na prática, isso muda completamente o jogo.

Porque vencer o Governo não significa automaticamente controlar o ambiente político. Em Alagoas, como em qualquer estado, quem domina a Assembleia ganha musculatura institucional, influência sobre pautas estratégicas, capacidade de articulação e um peso enorme nas negociações políticas.

E Marcelo Victor parece entender isso melhor do que ninguém.

Nos bastidores, cresce a informação de que o atual presidente da ALE já estaria articulando a eleição de Nezinho como seu sucessor no comando da Casa. Uma forma de manter seu grupo político vivo, organizado e ocupando o centro das decisões estaduais mesmo diante de uma eventual mudança no Palácio República dos Palmares.

Traduzindo o cenário é que a disputa de 2026 pode deixar de ser apenas uma batalha pelo Executivo. Pode virar também uma disputa direta pelo controle político da Assembleia Legislativa.

E nesse jogo, a presidência da ALE vale muito mais do que um cargo administrativo. Vale poder, orçamento, influência, sobrevivência política e capacidade de pressionar qualquer governo.

A pergunta que começa a circular nos bastidores agora é simples. Se JHC vencer o Governo, Marcelo Victor continuará controlando a Assembleia… ou um novo grupo político nascerá dentro da Casa?

Porque na política alagoana, espaço de poder nunca fica vazio. E ninguém entrega influência sem lutar até o fim.