Bozoloide: Uma gente negacionista e doentia
Foi assim na pandemia da Covid-19 que matou mais de 700 mil pessoas no Brasil, em meio ao descaso e a ignorância de um governo que não se preocupou em cuidar da saúde da população.
Pelo contrário: Afrontou e zombou de tudo. Disse que era uma gripezinha e fez pregação estridente contra a vacina – recomendada pela ciência – como antivírus. A vacinação, felizmente, salvou vidas no Brasil e no mundo.
Mas, à época, diante do caos com a mortandade de homens, mulheres e crianças enterradas em valas, o então presidente da República Jair Bolsonaro, ao ser questionado se não se importava com tamanha barbaridade, respondeu do alto de sua incompetência e maldade: –E daí, eu não sou coveiro!
Eis que agora essa gente insana volta afrontar a ciência, depois da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alertar a população que produtos de limpeza Ypê estão contaminados com a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras analisadas.
Depois de constatar os fatos, a própria empresa responsável pela fabricação dos produtos admitiu a contaminação. Tanto que divulgou em seu site um comunicado com orientações aos consumidores sobre os riscos que o uso desses produtos podem causar à saúde, e o que fazer, caso alguém os tenha adquirido.
Mas nem assim os “bozoloides” admitem. Negacionistas por excelência, tal como na pandemia, passaram a fazer campanha para que a população continue consumindo os produtos Ypê. Alegam que se trata de armação política da Anvisa. Esse nível de irresponsabilidade é desvairado e criminoso.
Entre os que fazem a campanha estão parlamentares de extrema direita e a ex primeira dama, Michelle Bolsonaro. Tudo por que a empresa foi financiadora da campanha presidencial de Bolsonaro em 2022.
Obviamente, que ninguém de sã consciência vai querer que o consumidor deixe de comprar esse ou aquele produto por causa de imbecilidade política. Mas, se há risco à saúde é um dever das autoridades, da sociedade e da própria empresa tirar esses produtos do mercado, até que tudo seja reparado.
Do contrário é seguir o rito de uma gente doentia, com conivência e omissão desrespeitosa.