Sesau lança campanha de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista
A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) promoveu nesta terça-feira (7) a abertura oficial da campanha Abril Azul, dedicada à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa foi promovida na seccional alagoana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no centro de Maceió, e reuniu representantes da Secretaria de Estado da Primeira Infância (Secria), Ministério da Saúde e associações como a Mães de Famílias Atípicas Empreendedoras.
O Abril Azul tem o propósito de chamar a atenção para o TEA, distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficit na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados. Não há evidências científicas de que exista uma causa única para o autismo, mas sim a interação de fatores genéticos e ambientais.
Por isso, segundo Samuel Conselheiro, supervisor de Cuidado à Pessoa com Deficiência da Sesau, o Abril Azul tem o objetivo de lutar pela aceitação, diagnóstico precoce e tratamento das pessoas acometidas por esta condição.
A campanha foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de conscientizar a população sobre o autismo, envolver a comunidade, trazer visibilidade e buscar uma sociedade mais consciente, menos preconceituosa e mais inclusiva.
Isso porque, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas são autistas no mundo. “O TEA ainda é uma questão coberta de ignorância e noções pré-concebidas. A gestão estadual mantém um esforço constante para assegurar que a população seja orientada e receba o melhor tratamento e acompanhamento possível”, salientou o supervisor de Cuidados à Pessoa com Deficiência da Sesau.
Já a superintendente de Atenção Primária e Ações Estratégicas da Sesau, Karini Omena, destacou que o respeito e o acolhimento às pessoas com TEA são essenciais para assegurar a integração social e o desenvolvimento.
“É preciso que as unidades de saúde estejam prontas para atuar, respeitando as diferenças e agindo com técnica e humanização para ampliar o desenvolvimento social e bem-estar das pessoas autistas”, enfatizou.