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Justiça italiana autoriza extradição da ex-deputada Carla Zambelli

Decisão é da Corte de Apelação da Itália, que analisa o pedido de extradição feito pelo STF contra a ex-deputada. Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão em regime fechado por invadir os sistemas do CNJ

Por G1 26/03/2026
Justiça italiana autoriza extradição da ex-deputada Carla Zambelli
Carla Zambeli tenta fugir para Europa (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A Justiça da Itália autorizou nesta quinta-feira (26) a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A decisão desta quinta-feira é da Corte de Apelação do país, que analisa o pedido de extradição feito pelo Supremo contra a ex-parlamentar. Ainda cabe recurso da defesa, antes de o caso ser levado para decisão final do governo italiano.

Zambelli deixou o país em maio do ano passado, apesar de ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (relembre mais abaixo).

A defesa de Zambelli já anunciou que vai recorrer. Não há prazo para uma resposta definitiva.

O processo que corre na Corte em Roma julga um pedido do STF para que Zambelli, presa após pedido da Interpol no país europeu, seja devolvida à Justiça brasileira

Zambelli tem cidadania italiana e deixou o Brasil em maio do ano passado, pela fronteira com a Argentina. Antes de chegar ao país europeu, ela também passou pelos Estados Unidos.

De lá, publicou uma mensagem nas redes sociais afirmando que era vítima de perseguição e que ainda pretendia provar sua inocência.

Como fugiu do país após uma condenação do Supremo, Zambelli é considerada foragida da Justiça brasileira. Por isso, o STF formalizou um pedido de extradição, assinado pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

O documento foi encaminhado pelo governo brasileiro a autoridades italianas. Para que seja cumprido, o pedido precisa receber o aval da Justiça na Itália. É justamente este processo que está em andamento.

Zambelli permanece presa em Roma, porque autoridades do país europeu entendem que há risco de fuga.