Notícias

Neurologista do Hospital Metropolitano de Alagoas alerta que esquecimento pode ser sinal de Alzheimer

Por Agência Alagoas 20/03/2026
Neurologista do Hospital Metropolitano de Alagoas alerta que esquecimento pode ser sinal de Alzheimer
Considerada a doença neurodegenerativa mais prevalente entre idosos, o Alzheimer costuma se manifestar de maneira sutil (Foto: Neide Brandão / Ascom Hospital Metropolitano de AL)
Neide Brandão / Ascom Hospital Metropolitano de AL

“Não é só esquecimento, é um aviso”. O alerta da neurologista do Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), Alice Cavalcante, resume bem um sintoma da doença de Alzheimer, uma condição neurodegenerativa que ainda gera muitas dúvidas e, especialmente entre familiares de pessoas idosas.

 

De acordo com a especialista, o Alzheimer não começa de forma repentina ou apenas quando a perda de memória se torna evidente. “Ele começa muito antes, de forma silenciosa, com pequenos sinais que muitas vezes passam despercebidos”, explica.

 

Considerada a doença neurodegenerativa mais prevalente entre idosos, o Alzheimer costuma se manifestar de maneira sutil. Entre os primeiros indícios estão comportamentos repetitivos, como fazer as mesmas perguntas ou contar a mesma história várias vezes, além de alterações de humor, que podem incluir irritabilidade, ansiedade ou retraimento.

 

Outro sinal de alerta é a dificuldade em realizar tarefas simples do dia a dia. “A pessoa começa a ter dificuldade em atividades habituais, como preparar uma refeição, seguir uma receita ou até organizar pagamentos. Também pode apresentar desorientação no tempo, não sabendo identificar o dia, mês ou ano”, detalha a neurologista.

 

Além disso, dificuldades na comunicação, como a falta de palavras durante uma conversa, também podem surgir. “A fala pode ficar mais limitada, porque o paciente não consegue nomear objetos ou expressar ideias com clareza”, acrescenta Alice Cavalcante.

 

Diagnóstico Precoce

 

Diante desses sintomas, especialmente quando passam a comprometer a autonomia e a funcionalidade da pessoa, a orientação é buscar avaliação médica o quanto antes. “O diagnóstico precoce é fundamental. Ele permite não só iniciar o tratamento adequado, mas também ajuda o paciente e a família a se organizarem melhor, reduzindo conflitos e sofrimento ao longo da evolução da doença”, destaca a especialista.

 

Embora o Alzheimer ainda não tenha cura, o tratamento pode retardar a progressão dos sintomas, principalmente quando iniciado nas fases iniciais. Além do uso de medicamentos, a especialista reforça a importância de medidas não farmacológicas. “Atividade física regular, alimentação saudável, estímulo cognitivo, como aprender algo novo e manter a leitura, além da socialização e de um bom padrão de sono, são fundamentais para ajudar no controle da doença”, orienta Alice Cavalcante.

 

Mais do que tratar a memória, o cuidado com o Alzheimer envolve olhar para o paciente de forma integral. “Não estamos falando apenas de memória, mas de uma pessoa, de uma história. Por isso, observar, investigar e tratar precocemente faz toda a diferença. O tempo é o nosso maior aliado”, finaliza a neurologista do Hospital Metropolitano de Alagoas.