Agilidade no atendimento prestado no Hospital do Coração Alagoano salva paciente com infarto
Sentir o coração falhar, a dor apertar no peito e a sensação iminente de morte. Foi assim que o aposentado João Silvério, de 65 anos, morador de Marechal Deodoro, percebeu que algo estava muito errado naquela manhã aparentemente comum. Graças à rapidez no atendimento e à atuação do Programa Bate Coração, ele recebeu o socorro necessário a tempo e hoje se recupera bem no Hospital do Coração Alagoano, em Maceió, do infarto que sofreu.
João conta que os primeiros sintomas surgiram logo após uma caminhada matinal com a esposa. “Quando a gente voltou, comecei a sentir aquela agonia forte, uma fadiga, uma dor diferente. Eu disse a ela que estava passando mal, e ela percebeu que eu já estava muito branco”, relembra.
Diante da gravidade do quadro, a família levou o paciente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Marechal Deodoro, onde os profissionais identificaram sinais de infarto agudo do miocárdio e acionaram imediatamente o protocolo do Bate Coração. A partir daí, entrou em ação a integração entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Sesau) e o Departamento Estadual de Aviação (DEA, que garantiu a transferência ágil do paciente para Maceió, a bordo do helicóptero Falcão 5.
No Hospital do Coração Alagoano, referência no atendimento cardiovascular pelo Sistema Único de Saúde (SUS), João Silvério foi submetido a procedimentos especializados. De acordo com o cardiologista Ezequiel César, o diagnóstico e a intervenção rápida foram decisivos para salvar a vida do paciente e evitar sequelas.
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“Trata-se de uma emergência clínica. Ao dar entrada no hospital, o paciente foi submetido a um cateterismo cardíaco, onde identificamos uma artéria com oclusões importantes. Realizamos a revascularização de forma não invasiva, um procedimento que não só salva vidas, como também previne a perda de funcionalidade a curto e longo prazo”, explica o médico.
Ainda segundo o especialista, a agilidade no atendimento permite que o paciente retorne mais rapidamente às suas atividades habituais. “Dessa forma, conseguimos oferecer mais qualidade de vida e uma recuperação muito melhor”, completa.
Em recuperação, João Valério faz questão de destacar o acolhimento recebido em toda a rede de atendimento. “Todo mundo me tratou bem, me recebeu bem. Graças a Deus, hoje eu tô bem”, afirma, emocionado.