“Ele se esticou para trás”, diz madrasta acusada de jogar menino do 4º andar
Teve início na manhã desta terça-feira (25) o júri popular de Adriana Ferreira da Silva, acusada de jogar o enteado, de 6 anos, do 4º andar de um prédio em Maceió. O julgamento começou com atraso após o Conselho de Sentença solicitar a leitura integral dos autos.
Ao ser interrogada, Adriana pediu que o juiz fizesse a leitura da denúncia, alegando que não sabe ler. Durante o depoimento, mudou a versão apresentada anteriormente.
Segundo relatos em plenário, a ré — que havia confessado o crime na fase inicial das investigações — agora negou ter arremessado a criança. Ela afirmou que estava com o menino nos braços, mas sustentou que não foi responsável pela queda.
Adriana declarou que a criança estaria “esperneando” e se inclinando para trás enquanto ela a segurava. Questionada pelo juiz sobre o motivo de ter pegado o menino no colo enquanto ele assistia televisão, não respondeu.
A ré também afirmou que, após a queda, teria ficado desesperada e que queria voltar para socorrer a criança, mas disse que os próprios filhos a impediram. Segundo ela, decidiu se entregar no dia seguinte “porque não devia nada”.
O julgamento segue em andamento.