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"Aranha" é executado na porta do Presídio do Agreste

Vítima era um dos líderes da facção Comando Vermelho e estava recebendo alvará de soltura

Por Redação 10/02/2026
'Aranha' é executado na porta do Presídio do Agreste
Aranha é figura conhecida da polícia em Maceió (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Foi morto a tiros, nesta terça-feira (10), um dos criminosos mais influentes do tráfico de drogas em Maceió, Ivanildo Nascimento Silva, conhecido como “Aranha”. O crime aconteceu na saída do Presídio do Agreste, localizado no município de Girau do Ponciano, no interior de Alagoas. A vítima havia acabado de receber um alvará de soltura quando foi surpreendida pelo atentado.

Segundo informações da polícia, Aranha deixou a unidade prisional acompanhado de dois amigos, que o aguardavam para buscá-lo. No momento dos disparos, os três tentaram fugir. Apenas um deles conseguiu correr e se esconder na recepção do presídio.

Aranha e o outro acompanhante, ainda não identificado, foram atingidos por diversos disparos de arma de fogo. Conforme a Polícia Militar, os suspeitos chegaram ao local em uma caminhonete, desceram do veículo, efetuaram os tiros e fugiram logo em seguida.

Líder antigo do tráfico no Vergel

Ivanildo Nascimento Silva era figura conhecida das forças de segurança, principalmente na região do Vergel do Lago, na parte baixa de Maceió. Ele estava preso por crimes de tráfico de drogas e homicídio, tendo sido detido inicialmente em 2009, sendo considerado um criminoso de alta periculosidade.

Aos 42 anos, Aranha também era apontado como um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e, de acordo com levantamentos da Polícia Civil de Alagoas, mantinha influência no tráfico de drogas mesmo estando recluso.

Em 2007, o criminoso já havia entrado na mira das autoridades por envolvimento em tentativas de homicídio, falsificação ideológica e é suspeito de ter participado de pelo menos dez assassinatos em diferentes regiões da capital alagoana.

A morte de Aranha é tratada, inicialmente, como um possível “acerto de contas”, mas as investigações seguem em andamento. 

Até o momento, ninguém foi preso.