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Janeiro Roxo reforça ações de enfrentamento à hanseníase em Maceió

Campanha mobiliza a rede municipal de saúde para conscientização, diagnóstico precoce e redução do estigma

Por Prefeitura de Maceió 08/01/2026
Janeiro Roxo reforça ações de enfrentamento à hanseníase em Maceió
Saúde ntensifica ações do Janeiro Roxo para conscientização e combate à hanseníase. (Foto: Reprodução Internet)

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Coordenação do Programa Municipal de Controle da Hanseníase, em parceria com todos os profissionais da rede pública municipal de saúde, atua de forma integrada na Campanha Mundial de Luta contra a Hanseníase – Janeiro Roxo.

Diante da relevância da prevenção e da conscientização sobre a hanseníase, o mês de janeiro é dedicado à iniciativa, que tem como objetivo ampliar o acesso à informação, estimular o diagnóstico precoce e fortalecer o cuidado às pessoas acometidas pela doença. Em Maceió, as ações serão intensificadas no período de 26 a 30 de janeiro.

Durante o período, a Coordenação do Programa Municipal de Controle da Hanseníase, em articulação com os profissionais de saúde, visa sensibilizar a população sobre os sinais, sintomas e riscos da hanseníase, promover o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno, interromper a cadeia de transmissão da doença, garantir a avaliação dos contatos de pacientes em tratamento e contribuir para a redução do estigma e da discriminação historicamente associados à hanseníase.

Para o fortalecimento da campanha, estão sendo realizadas ações educativas e informativas, incluindo a divulgação dos sinais e sintomas da hanseníase por meio de folhetos, cartazes e redes sociais, além da realização de palestras voltadas à comunidade em salas de espera e grupos organizados nas unidades de saúde. 

Também está sendo intensificada a busca ativa de sintomáticos dermatoneurológicos em todos os atendimentos realizados nas unidades, bem como a promoção de ações de conscientização durante as visitas domiciliares. Paralelamente, ocorre o acompanhamento de pacientes faltosos ou que abandonaram o tratamento, a identificação e avaliação de contatos de casos diagnosticados, nos últimos cinco anos, e a ampliação da divulgação de informações sobre a doença em escolas da rede pública de ensino.

“Após a identificação de casos suspeitos, o paciente é avaliado pelo médico da Unidade de Atenção Primária à Saúde, que realiza o exame dermatoneurológico. Nos casos em que houver dúvida quanto ao fechamento do diagnóstico, o paciente é encaminhado, munido da Guia de Referência, para uma Unidade de Referência, conforme o fluxo estabelecido. Após avaliação especializada, a Unidade de Referência retorna o paciente à unidade de origem com a respectiva Guia de Contrarreferência”, relatou Vânia Bernardino, coordenadora do programa. 

Uma vez confirmado o diagnóstico de hanseníase, o tratamento é iniciado de acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) vigente, garantindo acompanhamento adequado e gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As Unidades de Referência disponibilizarão atendimento específico para os casos de difícil diagnóstico no período de 26 a 30 de janeiro de 2026, sendo que as datas e locais por unidade de referência serão divulgados em breve.

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