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Caso Maria Daniela: estupro foi premeditado, afirma MP

Abusador usou remédios para dopar vítima e "facilitar" o crime

Por Redação 03/04/2025
Caso Maria Daniela: estupro foi premeditado, afirma MP
Victor Hugo e o pai gravaram vídeo nas redes sociais (Foto: Reprodução/internet)

O estupro contra a jovem Maria Daniela Ferreira Alves, de 19 anos, que aconteceu na cidade de Coité do Nóia, interior de Alagoas ganha mais uma face obscura. O Ministério Público de Alagoas, afirmou nesta quinta-feira (03), que toda a violência foi premeditada pelo criminoso, identificado como Victor Hugo da Silva. A grande quantidade de tranquilizantes encontrados na corrente sanguínea da vítima, após exames médicos, provam que o acusado planejava o abuso sexual e quase matou a jovem.

Segundo a Promotoria de Justiça em Taquarana, o órgão já havia pedido a prisão de Victor Hugo em fevereiro e colocou em pauta o "coquetel" de medicamos utilizados para dopar a vítima. Os laudos médicos apontaram uma quantidade excessiva de diazepam, Fenitopina, Haloperidol, Nordiazepan e Prometazina.

Ainda conforme a denuncia da promotoria, essa manipulação de remédios causaram sequelas em Maria Daniela, inclusive, a vítima ficou por cinco dias em coma devido ao uso dessas substâncias. 

Além da premeditação, ao "batizar" a bebida da vítima e força o ato sexual, o estuprador agrediu Maria Daniela com bastante violência, causando um traumatismo craniano e diversos ferimento físicos. A jovem teve alta hospitalar nessa semana, mas segue com dificuldades para andar, falar e desenvolveu outros problemas neurológicos.

"Trata-se de um crime bárbaro, cheio de agravantes, planejado, visto que o acusado, para o cometimento do crime, dopou a jovem para garantir que seus desejos sexuais acontecessem sem qualquer tentativa de impedimento. Havia indícios suficientes de autoria e materialidade, com depoimentos da vítima e testemunhas, documentos emitidos pelos médicos e pela polícia científica e reforçamos a representação da polícia civil pedindo a decretação da prisão do autor que se encontra foragido”, disse o promotor responsável pela denuncia, Sérgio Ricardo.

Apesar do crime ter acontecido em dezembro do ano passado, a visibilidade sobre o caso só aconteceu após o pai de Maria pedir justiça nas redes sociais. 

Victor Hugo da Silva continua foragido.