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"Só saio do cargo em 31 de dezembro de 2028", diz prefeito de Rio Largo
Após “tentativa de golpe”, prefeito Pedro Carlos Gonçalves nega que tenha assinado qualquer documento renunciando o cargo

Durante pronunciamento realizado na noite desta segunda-feira (31), o prefeito de Rio Largo, Pedro Carlos (PP), negou que tenha assinado uma carta de renúncia e declarou que jamais abdicaria o cargo. “Tenho um compromisso com o povo de Rio Largo. Recebi mais de 32 mil votos, sendo o prefeito com maior número de votos da história da cidade, seria um crime fazer isso [renunciar] Só saio do cargo dia 31 de dezembro de 2028”.
Pedro Carlos informou que estava em agenda com o vice-prefeito, Peterson Henrique (PP), quando foi surpreendido com a notícia. Segundo ele, a cerca de 15 dias recebeu a informação sobre a articulação de um possível golpe contra seu mandato e já havia tomado as providências cabíveis. “Fizemos um vídeo comentando o caso e fomos até o Delegado Geral de Alagoas para registrar um Boletim de Ocorrência. Agora estou pedindo o que é meu por direito, já que fui eleito democraticamente pelo povo de Rio Largo”, declarou.
O prefeito informou ainda que muitas informações “de bastidores” devem ser expostas em breve, no entanto, negou que tenha recebido ameaças. Pedro Carlos reforçou que vai permanecer no cargo e chamou a tentativa de golpe de desrespeitosa com o povo de Rio Largo.
Pedro Carlos anunciou também durante a coletiva que o ex-prefeito, Gilberto Gonçalves, foi exonerado da Secretaria Especial de Governo.
Em relação ao documento que informava sua renúncia, o prefeito declarou que além da carta não ter reconhecimento de firma, a assinatura presente não é a sua. “O documento é uma fraude, uma afronta e democracia. Vamos cobrar as autoridades, tanto policiais, quanto judiciais para tomarem as providências cabíveis”.
Entenda o caso
Na manhã desta segunda-feira (31) durante sessão extraordinária na Câmara dos Vereadores do município, foi lida uma carta de renúncia do prefeito e do vice. O presidente da Câmara, José Rogério da Silva, convocou a sessão após ter recebido o documento.
O primeiro-secretário da Casa leu os documentos fraudulentos, que alegavam que ambos estavam deixando os cargos por motivos particulares e de forma irretratável. Os vereadores então empossaram temporariamente Rogério Silva, em sessão solene, como prefeito até que uma nova eleição fosse realizada. No entanto, ao final da solenidade, os parlamentares descobriram a suposta fraude.
Não tardou até que o atual prefeito, Pedro Carlos Gonçalves, viesse a público declarar que o documento era falso e que ele não havia renunciado ao cargo.