VÍDEO: Operação investiga oito acusados de lesar em R$30 milhões os cofres alagoanos

VÍDEO: Operação investiga oito acusados de lesar em R$30 milhões os cofres alagoanos

Por Redação com assessoria | Edição do dia 2 de dezembro de 2020
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,


Foto: Divulgação

Uma operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira, 2, contra oito pessoas, entre empresários e contadores, todos acusados de uma séria de crimes, como fraude societária e lavagem de dinheiro. Segundo investigação do Ministério Público de Alagoas (MPAL), o grupo teria provocado um prejuízo aos cofres públicos que ultrapassa os R$30 milhões. Foram expedidos oito mandados de prisão, sendo três preventivos e cinco temporários, e mais de 30 de busca e apreensão, em Alagoas e Pernambuco. Até o momento, quatro pessoas foram presas.

Segundo o MPAL, os alvos da operação são pessoas físicas e jurídicas ligadas, direta ou indiretamente, ao conglomerado de empresas de “Eliane da Globo”, que funciona em União dos Palmares, município localizado no interior alagoano.

Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital – de Combate ao Crime Organizado após investigação realizada pelo Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf), do MPAL.

“Foram efetuadas até o momento quatro prisões e restando outras quatro que serão efetuadas durante o dia”, informou o promotor Cyro Blatter, coordenador do Gaesf.

Os ilícitos

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Todos os presos são acusados de envolvimento nos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, fraudes societárias, falsificação de documentos públicos e privados, lavagem de bens e corrupção de agentes públicos. Dentre esses agentes públicos envolvidos, dois são auditores-fiscais e foram afastados do cargo.

Segundo as investigações do Gaesf, o esquema criminoso causou grave prejuízo ao tesouro estadual. Tal montante gira em torno de R$ 30 milhões em valores corrigidos monetariamente, e com multas e juros.

Foi também decretado, judicialmente, o bloqueio de bens imóveis e móveis dos acusados. A organização criminosa, que operava somente em Alagoas, era integrada por empresários, “testas-de-ferro”, “laranjas”, contadores e auditores-fiscais.

Foto: Divulgação

A operação foi comandada pelos promotores de Justiça Cyro Blatter – coordenador do Gaesf, Marília Cerqueira e Anderson Cláudio de Almeida e por integrantes da Secretaria de Estado da Fazenda, Procuradoria-Geral do Estado, Polícia Civil e Polícia Militar de Alagoas. Todas essas instituições compõem o corpo técnico do Gaesf.

Pela PM, participam os 1o, 3o, 4o e 5o Batalhões, Radiopatrulha, Bope, BPTran e Batalhão de Polícia Escolar. Já pela Polícia Civil, a Asfixia, Oplit, Tigre e 2a seção, além de membros da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) e da Delegacia-Geral.

E para a operação desta quarta-feira (2), também compuseram as equipes que cumpriam as diligências a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Instituto de Criminalística (IC) e a Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris).

Gambito da rainha

O nome da operação é uma alusão a abertura que o enxadrista faz com o propósito de sacrificar o peão da rainha para obter vantagem e ganhar o jogo.

A seguir, vídeo de uma casa onde houve cumprimento de mandado:

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