Um show de investigação policial

Por | Edição do dia 25 de setembro de 2019
Categoria: Notícias, Polícia | Tags: ,,,,


Delegado Thiago Prado com a vítima do sequestro. Créditos: Divulgação.

Delegado Thiago Prado com a vítima do sequestro. Créditos: Divulgação.

A atuação da Polícia Civil alagoana, em parceria com o Ministério Público, no caso que envolveu o sequestro combinado de Adriana Rogério, funcionária da Equatorial, pode-se dizer que foi uma aula de investigação. O investigador sabe que as primeiras setenta e duas horas em torno de um crime são cruciais. No caso de sequestro, essa margem baixa para vinte e quatro horas porque a vítima passar a correr risco de morte.
Mas a pressa é inimiga da perfeição. No entanto, os bandidos que sequestraram Adriana deixaram muitos rastros. Imagens no local da abordagem e nome de um crime numa compra o cartão de crédito dela. A polícia não diz, mas isso foi muito importante para desenrolar este novelo.
A reposta para o crime estava bem perto da polícia: o marido de Adriana. Motivo: o dinheiro da venda de um imóvel pertencente ao casal, mas que ele, ambicioso, queria ficar com tudo. Ele planejou o “sequestro” colocando um bandido como corretor e a quem sua esposa deveria procurar. Uma armadilha para iniciar o plano covarde do marido que passou 22 anos com Adriana.
A Polícia Civil alagoana foi bastante inteligente e resolveu o caso com apuração, coleta de provas, avaliação de imagens, depoimentos dos filhos, experiência de polícia. Não só isso: evitou a morte de Adriana Rogério. Pelo andar da carruagem, ela seria assassinada no final porque saberia de tudo e acionaria a polícia.
O marido da mulher e outro envolvido no caso estão foragidos. Dois estão presos e um morreu bancando o cavalo do cão contra a polícia. Esse é o papel da polícia: investigar crimes, esclarecê-los, apontar e prender os culpados. Isso mostra que nem só de balas ao alvo deve viver a polícia alagoana.

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