Cigarro: Um mal que precisa ser combatido

Por | Edição do dia 5 de setembro de 2018
Categoria: Notícias, Saúde | Tags: ,,,,,


cigarroO fumo ainda é um dos maiores causadores de doenças e mortes em todo o mundo. Segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados, cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão estão associados ao tabaco ou derivados dele, além de ser responsável por 12 mil mortes no país ao ano. Diante dos números estarrecedores, o dia 29 de agosto foi estabelecido como o Dia Nacional de Combate ao Fumo, uma data que marca a sensibilização e mobilização da sociedade para os malefícios do tabaco.

A pneumonologista do Hapvida, Juliana Puka, reforça a importância das pessoas deixarem o hábito de fumar, pois além do câncer, ele pode contribuir para o surgimento de outras doenças. “O Ministério da Saúde vem tentando implantar o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, uma rede de tratamento do tabagismo no SUS, porém o acesso ao tratamento gratuito ainda depende de cada município. É importante entender que quem fuma sofre de uma dependência química, ou seja, é alguém que ao tentar deixar de fumar se defrontará com grandes desconfortos físicos e psicológicos que trazem sofrimento. As pessoas que passam por isso precisam de ajuda e devem procurar um pneumologista, psicólogo e/ou psiquiatra”, explica.

Existem diversas formas de tratamentos que utilizam técnicas medicamentosas e mudança de hábitos como, por exemplo, mascar chicletes quando tiver vontade de fumar. Também é possível usar adesivos à base de nicotina, como a linha de tratamento não medicamentosa, que pode ser a acupuntura, florais, auriculoterapia e outras.

A especialista alerta que quando uma pessoa para de fumar, o aparelho respiratório pode se recuperar ou não, depende da quantidade e do tempo que a pessoa fumou. Entretanto, parar vale a pena em qualquer momento da vida, mesmo que a pessoa já tenha algum problema causado pelo cigarro, pois a vida melhora muito.

“Já nos primeiros 20 minutos, a pressão arterial e os batimentos cardíacos começam a se normalizar. Em 8 horas, a oxigenação do sangue volta ao normal (diminui a quantidade de monóxido de carbono) e os pulmões começam a funcionar melhor, diminuindo a sobrecarga também do coração. No final do primeiro mês, a respiração fica mais fácil e há melhora da circulação sanguínea, melhora progressiva de olfato e paladar, redução progressiva de tosse, congestão nasal, cansaço, falta de ar e risco de infecções respiratórias”, esclarece Juliana Puka.

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