Trotes recebidos pelo Samu Alagoas caem mais de 16% no primeiro semestre deste ano

Mesmo diante da redução no número de trotes no primeiro semestre de 2021, a médica e supervisora geral do Samu Alagoas, Josileide Costa, faz um alerta sobre as consequências que essa brincadeira pode ocasionar

Trotes recebidos pelo Samu Alagoas caem mais de 16% no primeiro semestre deste ano

Mesmo diante da redução no número de trotes no primeiro semestre de 2021, a médica e supervisora geral do Samu Alagoas, Josileide Costa, faz um alerta sobre as consequências que essa brincadeira pode ocasionar

Por Assessoria | Edição do dia 8 de julho de 2021
Categoria: Alagoas, Saúde | Tags: ,,,


Samu de Alagoas recebeu 50.387 trotes no primeiro semestre deste ano (Foto: Uadson Barros)

Ao longo dos seis primeiros meses de 2021, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Alagoas recebeu 50.387 trotes feitos pela população, através do número 192. Apesar das ligações ainda serem altas e chamarem a atenção, houve uma redução de 10.017 chamados criminosos, no comparativo com o mesmo período do ano passado, o que representa uma queda de 16,58%.

Mesmo diante da redução no número de trotes no primeiro semestre de 2021, a médica e supervisora geral do Samu Alagoas, Josileide Costa, faz um alerta sobre as consequências que essa brincadeira de mau gosto pode ocasionar na vida de uma pessoa que realmente esteja precisando do atendimento de urgência e emergência do órgão.

“Além de ocupar as nossas linhas telefônicas e impedir que ligações verdadeiras cheguem, é preciso que toda a sociedade compreenda e se conscientize de que o trote é crime e pode tirar a vida das pessoas que, de fato, estejam precisando de um atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência dos nossos socorristas. Cada minuto vale uma vida e, desperdiçar tempo e recurso para atender uma ocorrência falsa, pode deixar uma região totalmente desassistida, sem as nossas equipes. E, com esse tempo perdido ocasionado pelo trote, infelizmente uma vítima em estado grave pode ficar com sequelas irreversíveis ou, até mesmo, morrer em consequência dessa brincadeira de mau gosto”, salienta Josileide Costa.

Tipo mais comum

A supervisora do Samu Alagoas pontua, ainda, o tipo de trote mais comum que é recebido pelo órgão. “É bastante comum recebermos trotes de supostas ocorrências de acidentes de trânsito em rodovias estaduais ou federais. Nestes casos, geralmente só recebemos uma ligação sem muitos detalhes, onde a pessoa só passa o endereço de um local bem distante e diz que é um acidente com múltiplas vítimas”, relata.

Como identificar um trote

Para tentar identificar um trote, os Técnicos Auxiliares de Regulação Médica (TARMs), que são as primeiras pessoas a receberem os chamados da população via 192, fazem uma triagem das informações recebidas pelos solicitantes, antes de encaminharem a ligação para o médico regulador de plantão, que dará continuidade ao atendimento.

“Os TARMs efetuam um trabalho de extrema importância, pois eles são as primeiras pessoas que atendem as ligações dos alagoanos que chegam por meio do número 192. Eles colhem os dados do cidadão, solicitam o endereço da ocorrência e realizam perguntas específicas e direcionadas para tentar identificar inconsistências nas respostas da pessoa que está acionando o Samu. E, por muitas vezes, são com essas medidas de precaução que eles conseguem identificar uma ligação criminosa, evitando, assim, que o chamado prossiga para os médicos reguladores de plantão, que também possuem um treinamento específico para identificar àqueles que são falsos”, detalhou Josileide Costa.

Conscientização desde cedo

Visando orientar as crianças e torná-las multiplicadoras da informação, o Samu Alagoas realiza, desde 2014, em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o Projeto de Extensão Samu nas Escolas. Por meio de palestras e atividades lúdicas, os graduandos dos cursos de Medicina, Enfermagem e de Serviço Social da Ufal, junto com os profissionais do Samu, levam informações e orientações para os pequenos sobre a importância de não passar trotes e de que forma essas brincadeiras de mau gosto prejudicam o atendimento de urgência e emergência realizado pelos nossos socorristas.

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