Três operações são deflagradas para desarticular quadrilhas de tráfico no Litoral Norte

Além de tráfico de drogas, os integrantes das organizações criminosas são acusados de praticarem outros crimes

Por Redação com assessorias | Edição do dia 29 de setembro de 2020
Categoria: Notícias, Polícia | Tags: ,,,,,,,


Foto: SSP

Foi deflagrada na manhã desta terça-feira, 29, as operações “Ilha de Ferro”, “Duplo Alto” e “Goel” em municípios do Litoral Norte do estado. As operações visam prender integrantes de quatro organizações criminosas (Orcrim) que cometiam tráfico de drogas e outros crimes na região. Foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital 36 mandados de prisão e 47 de busca e apreensão.

As operações foram deflagradas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) e a operação “Ilha de Ferro” acontece em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Alagoas (MPAL), no município Barra de Santo Antônio, onde duas Orcrins cometiam tráfico de drogas e outros crimes com o uso de arma de fogo no município. Para essa operação, 15 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão foram expedidos.

Operação “Ilha de Ferro”

De acordo com o Gaeco, as investigações da operação “Ilha de Ferro” começaram em janeiro deste ano e foi descoberto que a primeira Orcrim atuava na localidade identificada como Barra 1. Ela agia, primordialmente, na venda de drogas. Em razão disso, o grupo carece da participação de vários indivíduos na função denominada de “avião”, que se responsabilizaria pelo comércio de drogas em pequenas quantidades.

Já a segunda Orcrim atuava em localidade, na região conhecida como Ilha da Crôa, também chamada de Barra 2. Essa organização manteria estreito laço com a primeira Orcrim, mas seria chefiada por um homem que usa da atividade de guia de turismo para praticar o tráfico de drogas

Ainda de acordo com o Gaeco, as organizações criminosas possuem uma hierarquia que funciona de forma rigorosa e cada integrante dela tem sua missão a cumprir dentro da comercialização das drogas e da segurança de seus subordinados. Há, por exemplo, os chefes do tráfico, os gerentes e os responsáveis pela distribuição e cobrança dos valores teoricamente advindos do narcotráfico.

Na primeira Orcrim ainda foi descoberta a participação de algumas mulheres no crime. Uma delas é esposa do líder do grupo e seria o seu “braço-direito”, atuando como elo entre os compradores de entorpecentes, bem como entre as duas organizações investigadas.

Operação “Duplo Alto”

Foto: SSP

A Operação Duplo Alto teve aproximadamente seis meses de investigação, que foram realizadas pela Divisão Especial de Investigações e Capturas (DEIC), sob a coordenação do delegado Gustavo Henrique, em parceria com o 6º Batalhão da Polícia Militar. A operação ganhou este nome por conta da atuação criminosa ocorrer em dois morros.

Durante este período, ficou constado que o líder da organização encontra-se recolhido no sistema prisional de Pernambuco, mas ainda assim comandava delitos, inclusive a vinda de drogas do estado vizinho para ser comercializada em Alagoas. A investigação também apontou que a organização criminosa atuava em Maragogi, Japaratinga e possuía uma ramificação em Maceió.

Do total de 11 integrantes identificados, nove são homens, um é menor de idade e uma mulher. Ela foi presa em julho deste ano, no decorrer das investigações, transportando 9 quilos de maconha de Maragogi para Maceió.
Com base nas provas técnicas, a 17ª Vara Criminal da Capital expediu 10 mandados de prisão e 12 de busca e apreensão, após representação da DEIC, os quais foram cumpridos nesta manhã.

Operação “Goel”

Já a operação Goel, visa prender integrantes de uma organização criminosa atuante em São Luís do Quitunde, responsável por tráfico de drogas, roubos, posse e porte ilegal de armas e homicídios. Durante os cinco meses de investigação da DEIC em parceria com o 6º Batalhão da Polícia Militar, ficou constatado que a organização está em guerra com outro grupo, o que resultou em vários homicídios ocorridos na cidade.

A DEIC representou e a 17ª Vara Criminal da Capital expediu 11 mandados de prisão e 12 de busca e apreensão. Tanto a organização criminosa desbaratadada na operação Goel, como na Duplo Alto são vinculadas a uma facção criminosa nacionalmente conhecida.

Efetivo mobilizado

Foto: SSP

Mais de 130 policiais civis, militares e do Grupamento Aéreo participaram do cumprimento dos mandados nas três operações integradas.

A Polícia Militar empregou policiais da 3ª Companhia da Polícia Militar, do 6º Batalhão, do Batalhão de Radiopatrulha (BPRp), Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) e do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).

Já a Polícia Civil atuou com policiais do Tático Integrado de Grupos de Resgate Especiais (TIGRE), Seção de Capturas, Antisequestro e Núcleo de Inteligência, todos pertencentes à Divisão Especial de Investigações e Capturas (DEIC), além da Asfixia e Gerência de Polícia Judiciária (GPJ-2). O Grupamento Aéreo, da SSP, também participou.

Todos os materiais apreendidos e presos nas três operações serão encaminhados para a sede da DEIC, no bairro da Santa Amélia, em Maceió, para a confecção dos procedimentos cabíveis.

A população pode contribuir com o trabalho das polícias realizando denúncias sobre homicídios, tráfico de drogas, roubos, organizações criminosas e outros crimes por meio do Disque Denúncia . As informações podem ser repassadas, dey forma anônima e gratuita, por meio de ligações para o 181 ou pelo aplicativo Disque Denúncia, disponível para download na Play Store.

 

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